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Após venda de ativos, Oi planeja receita anual de até R$ 15,5 bi em 2024

Foto: Pixabay

Nesta segunda-feira, 19, a Oi divulgará o plano estratégico para o triênio 2022-2024 em teleconferência para o mercado, mas as metas para o período já foram comunicadas em fato relevante. Com a venda da InfraCo para o BTG Pactual, a companhia agora foca em dar continuidade ao planejamento para a transformação no que ela própria chama de “Nova Oi”. 

A busca é por um modelo de negócios sustentável. Para tanto, a empresa pretende acelerar as receitas dos negócios core, além de implantar novas fontes de receita; readequar estrutura de custos; estruturar a concessão; e o desenvolvimento da InfraCo. Naturalmente, o guidance que a Oi considera como projeção razoável ainda depende de fatores externos.

Isso inclui não apenas as aprovações das vendas da InfraCo e Oi Móvel (negociação que tem recebido questionamentos por parte da concorrência) na Anatel e no Cade, mas também do processo de arbitragem e eventual saldo da conversão da concessão para o novo modelo de autorização. No caso das alienações, a Oi informou em maio que a previsão é que aconteçam em 2022.

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Guidance

Desta forma, a projeção para 2024 é que a Nova Oi obtenha receita anual líquida entre R$ 14,8 e 15,5 bilhões. No entanto, a infraestrutura legada continuará a registrar receitas de R$ 0,5 bilhão, enquanto as “novas receitas líquidas” serão de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Considerada como uma unidade à parte, a Oi Soluções deverá ter receita de R$ 2,6 bilhões. 

A estimativa da companhia também é que chegue à marca de 8 milhões de casas conectadas (HC, na sigla em inglês, o que significa na prática a base de contratos com clientes) com fibra. Isso representa um crescimento médio composto anual (CAGR) de algo em torno de 31% entre 2021 e 2024. Assim, a receita média por HC, incluindo clientes residenciais e de pequenos negócios, é de R$ 94 mensais. No mesmo período de CAGR, a taxa esperada é de 11%.

Incluindo os serviços no acesso de cobra, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) da Oi ficará entre R$ 1,9 e R$ 2,3 bilhões, ainda segundo a projeção da companhia. A margem EBITDA com esse legado seria de 13% a 15%, enquanto a margem considerando apenas o novo negócio chegaria à faixa de 17% a 19%. 

A empresa estima que a taxa de investimentos em relação à receita líquida ficar em 7,8%. Já a relação da dívida líquida com o EBITDA da Nova Oi ficaria em 6,6x, embora a operadora afirme que esse múltiplo fique em 3,7x ao considerar o EBITDA proforma – ou seja, Nova Oi mais os cerca de 40% de participação na InfraCo. 

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