ONU, USAID e Unicef destacam importância de mobilidade em programas sociais

Grandes organismos de cooperação internacional, como ONU, USAID e Unicef, já acordaram para a importância do uso da mobilidade em seus programas sociais. Isso ficou claro nas diversas palestras ministradas durante o Rio+Social, evento paralelo à Rio+20 realizado nesta terça-feira, 19, no Rio de Janeiro.

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Helen Clark, administradora geral do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), destacou o uso de soluções de SMS na África e em países árabes, onde os preços de smartphones ainda são caros. "Na Etiópia, fazendeiros agora sabem o preço real de seus produtos e não são mais enganados por intermediários. No Quênia, um chat por SMS foi utilizado para denunciar distúrbios após uma eleição", contou Helen.

Maura O'Neill, diretora de inovação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), por sua vez, disse que a construção de uma plataforma de m-payment internacional está entre as prioridades do órgão. "Há mais de 5 bilhões de usuários de telefonia celular, dos quais 2 bilhões não têm conta bancária. Se pudessem usar seus telefones para transações financeiras, haveria um efeito imediato de prosperidade. Fechamos uma parceria global com o Citibank com essa finalidade", disse Maura.

Unicef e PMA

A Unicef utiliza o SMS em pesquisas com a juventude em Uganda, através das quais identificam aquelas comunidades onde é necessário realizar ações de educação ambiental e de saúde preventiva, relatou o diretor executivo da entidade, Anthony Lake.

E a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos da ONU, Ertharin Cousin, relatou a utilização de SMS para envio de vale-comida na África. Ela citou também um projeto no Quênia para transmitir através de mensagens de texto informações sobre cuidados básicos na criação de gado para famílias rurais. "Temos que usar todo o potencial das novas tecnologias", disse Ertharin.

Facebook

Também presente no evento, o diretor de negócios do Facebook para América Latina, Leonardo Tristão, destacou como redes sociais contribuem para o engajamento das pessoas. "Hoje se pode começar um movimento com o clique de um mouse. Todos podem ter uma voz ou ser o autor de uma história que ecoa através das fronteiras", disse. E concluiu: "as fronteiras estão sendo substituídas por conexões".

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