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Desvalorização do real provoca queda nas receitas da controladora da TIM

A receita total do grupo Telecom Italia, controladora da TIM Brasil no primeiro trimestre foi de 3,752 bilhões de euros, o mesmo do que foi registrado em igual período do ano passado. Segundo informou a companhia italiana nesta quarta-feira, 19, o negócio doméstico observou redução de 0,6%, totalizando 3,101 bilhões de euros de receita no trimestre. Já o Brasil cresceu 3%, ficando em 658 milhões de euros. 

O desempenho, contudo, desconsidera o impacto cambial, que no Brasil já era significativo antes da pandemia, e se aprofundou durante a crise sanitária e econômica atual. Assim, desconsiderando o efeito da desvalorização do real frente ao euro, a receita total caiu 5,3%, a doméstica recuou 0,4%, enquanto a brasileira foi de fato reduzida em 23,4%.

Considerando termos absolutos, a Telecom Italia reduziu as receitas em 212 milhões de euros. Desse total, 201 milhões de euros foram decorrentes das operações da TIM Brasil, enquanto o mercado doméstico caiu 12 milhões de euros. 

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) totalizou 1,177 bilhão de euros, uma redução de 1,3% no “orgânico” e de 32,2% incluindo os efeitos cambiais. Desse total, 875 milhões de euros foram da operação italiana, uma queda de 2,6% e 35%, respectivamente sem e com o impacto da desvalorização do real. Da mesma forma, o EBITDA da TIM Brasil foi de 304 milhões de euros, o que seria crescimento de 4,8% sem os efeitos, mas representou queda de 22,1% no comparativo de fato.

O Capex da Telecom Italia totalizou 691 milhões de euros,  ou 92 milhões a mais do que no primeiro trimestre de 2020. O Brasil recebeu 201 milhões de euros (aumento de 16 milhões), enquanto o doméstico ficou com 490 milhões de euros, um avanço de 76 milhões de euros. Segundo a empresa, a maior parte do Capex foi para avançar nas redes FTTc/FTTH, tanto no Brasil quanto na Itália.

O valor contábil da dívida financeira líquida em 31 de março deste ano era de 21,672 bilhões de euros, uma redução de 2,042 bilhões de euros em relação ao final de 2020. 

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