TIM sente impacto da covid, mas receita cresce no primeiro trimestre

A TIM fechou o primeiro trimestre com crescimento nas receitas e no lucro, apesar de ter sentido efeitos do aumento da crise sanitária e humanitária da covid-19, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta quarta-feira, 5. Para tanto, o segmento pós-pago foi crucial na sustentação do resultado.

A receita líquida da companhia no primeiro trimestre cresceu 3%, totalizando R$ 4,340 bilhões. De acordo com a operadora, a melhora foi limitada parcialmente por impactos da "nova onda" da pandemia ao longo de março.

Por sua vez, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) reportado aumentou 4,6%, ficando em R$ 2,020 bilhões no primeiro trimestre. A TIM aponta que o resultado significa 19 trimestres com crescimento positivo. A margem EBITDA reportada avançou 0,7 pontos percentuais e encerrou o período em 46,6%. 

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Assim, o lucro líquido da operadora aumentou 60,3%, totalizando R$ 277 milhões no trimestre. Comparando com o último trimestre, entretanto, houve uma redução de 72,7%. 

Os investimentos da TIM aumentaram em 46,5% e totalizaram R$ 1,324 bilhão no período. A empresa justifica que o Capex aumentou pela "retomada dos investimentos após dois trimestres impactados pela reavaliação de projetos por conta da pandemia". Também menciona que já começou o trabalho de preparação da infraestrutura para a integração dos ativos da Oi Móvel

Desta forma, o fluxo de caixa operacional operacional também foi positivo, encerrando março em R$ 622 milhões (contra resultado negativo de R$ 398 milhões no ano passado). E a dívida líquida encerrou o período em R$ 5,917 bilhões, redução de R$ 2,644 bilhões em relação ao mesmo período de 2020.

Receita móvel

Considerando o serviço móvel, o maior componente, a receita subiu 2,8%, encerrando março em R$ 3,947 bilhões. O avanço no segmento de celular foi explicado pelo aumento de 1,3% na receita gerada por cliente (R$ 3,600 bilhões), de 22% nas receitas de interconexão (R$ 136 milhões) e de 10,2% de "outras receitas" (R$ 194 milhões). Além disso, a companhia passou a incluir receitas de "Plataforma de Clientes", que incluem "novas iniciativas, como serviços financeiros e publicidade móvel". 

A TIM diz que o pré-pago foi impactado pela pandemia, mas apresentou "continuidade no processo de recuperação gradual" observada desde a segunda metade do ano passado. A empresa diz que a dinâmica de recargas apresentou melhora no trimestre e chegou a ficar positiva em março frente ao mesmo mês de 2020. Ainda assim, a receita deste tipo de plano caiu 4,1%. 

Já no pós-pago, a companhia observou fortalecimento da recuperação com maior ênfase para o gerenciamento de churn (que ficou em 2,7% ao mês) e portfólio de ofertas visando maior receita. As receitas do segmento aumentaram 3,9%.

A receita média por usuário (ARPU) do segmento móvel aumentou 6,6%, ficando em R$ 25,5. No pré-pago, a empresa diz ter tido aumento de 3,9%, encerrando em R$ 12,6. Já no pós-pago "humano" (ou seja, sem contabilizar acessos M2M), a empresa registrou ARPU de R$ 45,3, um avanço de 1,9% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. 

Fixo

Por sua vez, os serviços fixos cresceram 12,1% no período, totalizando R$ 281 milhões. Boa parte desse crescimento foi graças à banda larga fixa da operadora, a TIM Live, que aumentou em 20,4% a receita, totalizando R$ 174 milhões (ou seja, 62% do total do segmento). 

A ARPU dessa operação cresceu 6,1% e encerrou março em R$ 89,6, desempenho explicado por maior penetração da fibra com ofertas de mais velocidades. Agora, mais de metade da base da TIM tem conexões acima de 100 Mbps. Outro fator foi o reajuste de preços realizado em julho do ano passado. 

A companhia celebrou nesta quarta também um acordo para vender parte de sua unidade de fibra para rede neutra para a IHS. A ideia é justamente impulsionar a expansão da infraestrutura fixa, tanto para FTTH quanto para backhaul da rede móvel.

Operacional

A companhia encerrou o trimestre com 51,728 milhões de clientes, uma redução de 2,1%. Desses, 29,509 milhões eram pré-pagos (queda de 5,3%) e 22,219 milhões de pós-pagos (aumento de 2,5%). Desconsiderando os acessos M2M, o pós totalizou 18,219 milhões de acessos, avanço de 2,2%. 

Na TIM Live, o avanço foi de 13,3%, encerrando o mês com 662 mil acessos. Já a base de telefonia fixa (Intelig) caiu 19,4% e ficou em 887 mil contratos.

Em termos de cobertura, a operadora encerrou o trimestre com 4,121 mil cidades com 4G, um aumento de 17,5%. Desse total, 3.468 cidades tinham a faixa de 700 MHz, um crescimento de 42,4%. As cidades 3G totalizaram 3,821 mil, avanço de 16,3%. 

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