Revolução 5G e os desafios para as empresas de telecomunicações

Dean Coclin, diretor sênior de Desenvolvimento de Negócios da Digicert

O 5G é uma oportunidade para o crescimento da América Latina como uma economia digital e ajudará negócios locais a competir internacionalmente. Um estudo da GSMA, entidade que representa os interesses de operadoras de telefonia móvel em todo o mundo, mostra que dentro de cinco anos, a tecnologia estará presente em 7% da região e somará investimentos de mais de US$ 60 bilhões. Até 2034, o 5G irá atrair cerca de US$ 90 bilhões para a economia latino-americana, representando 5,4% do PIB regional. 

Para 74% das empresas entrevistadas, a tecnologia atrai investimentos justamente por oferecer maior velocidade de transferência de dados, além de 41% apontarem a permissão de implantação de edge computing e 31% a redução da latência dos serviços. Muitas organizações ainda afirmam que o 5G será fundamental para uma maior adoção da Internet das Coisas (IoT), como mostra a Juniper Research, empresa de pesquisa de tendências em tecnologia digital. A estimativa é de que o número total de conexões IoT aumente de 35 bilhões em 2020 para 83 bilhões em 2024.

Na década de 1980, tivemos o surgimento da internet móvel chamada 1G. Desde então, em média, a cada dez anos temos um salto qualitativo, que foi representado por 2G, 3G e 4G. Navegar na internet, baixar e enviar dados tem se tornado mais fácil a cada década, graças à evolução em velocidade e qualidade dessas tecnologias. Nos últimos anos, foi anunciada a próxima grande mudança em termos de qualidade para dispositivos móveis, a chegada do 5G. Em suma, é uma rede mais potente e rápida (com velocidade superior a 4G, entre 50 a 100 vezes) que, além de ser "inteligente", causará menos impactos ambientais e menor consumo de energia. Mas para o 5G entrar em operação de fato, ainda deve levar cerca de cinco anos nas metrópoles mundiais. Além disso, muitas medidas devem ser executadas por empresas de telecomunicações e agências governamentais.

Segurança

Por parte das telecomunicações, como em qualquer mudança na geração das redes móveis, será necessário um período de transição. Espera-se que o 5G enfrente redes compartilhadas em números e variedades cada vez maiores, cobrindo questões como capacidade, cobertura e demanda por eficiência. E com o aumento do volume de dados, a quantidade de dados trafegando nas redes vem crescendo exponencialmente nos últimos anos e esse tráfego certamente aumentará muito mais, pois entregará até mil vezes mais largura de banda com cinco vezes menos latência.

Atualmente as organizações de telecomunicações de enfrentam uma série de desafios à medida em que migram para 5G usando data centers em nuvem. Muitas estão mudando principalmente de ambientes físicos com técnicas de autenticação primitivas, com uso mínimo de criptografia e chaves pré-compartilhadas. Essas infraestruturas tradicionais são de capital intensivo em escala, ineficientes e inflexíveis, retardando a entrega de novos serviços e o tempo de colocação no mercado. Cada vez mais, estas empresas estão adotando modelos de negócios mais dinâmicos, construídos em torno de uma mentalidade DevOps. Esses ambientes 5G e em nuvem são virtualizados, dinamicamente escalonáveis e permitem agilidade de negócios incomparável e escalabilidade suave.

Para oferecer suporte à sua transformação e permitir um tempo de lançamento mais rápido para os produtos, os provedores de telecomunicações exigem uma plataforma projetada para os modelos de negócios modernos, nativos da nuvem e altamente dinâmicos. A plataforma deve fornecer autenticação forte em ambientes locais e em nuvem, além da capacidade de desempenho em escala nas maiores redes do mundo. Ou seja, as soluções adotadas pelas empresas devem:

  1. Ter segurança robusta de IoT, estabelecendo uma raiz de confiança por meio de PKI para autenticação, criptografia e integridade de dados. Uma ferramenta simples de gerenciamento de identidade, que permite que as organizações atribuam e gerenciem a identidade do dispositivo em grandes ou pequenos volumes em qualquer estágio do ciclo de vida, operando com visibilidade total sobre os certificados emitidos para os dispositivos.
  2. Escalabilidade para ambientes 5G e nuvem, com suporte para uma variedade de protocolos de gerenciamento de certificados, incluindo RESTful API, EST, CMPv2 e EST.
  3. Suporte para ampla integridade operacional para atender aos requisitos de conformidade e mandatos legais. Utilizando metadados, as telecomunicações precisam de uma solução que possibilite uma integração mais ampla de ferramentas que antes não eram capazes de compartilhar informações e se integrarem perfeitamente umas às outras. Ao reunir uma ampla gama de dados de várias fontes, permitirá que as organizações obtenham uma visão e valor adicionais para apoiar o gerenciamento de dispositivos.

Flexibilidade

Conforme as telecomunicações, os fabricantes e outras organizações mudam para modelos cada vez mais dinâmicos, eles precisam de ferramentas que forneçam flexibilidade e escalabilidade rápida, necessárias para suportar 5G e migração para a nuvem. Uma abordagem interessante é investir em tecnologias que usam uma implementação baseada em contêiner, agnóstica em nuvem e que permitem que as organizações provisionem e incorporem identidade de dispositivo em qualquer estágio do ciclo de vida do dispositivo, desde a fábrica até a implantação do dispositivo em uma variedade de ambientes. Ele permite que os clientes simplifiquem a identidade, autenticação, criptografia e integridade do dispositivo com um único clique e combine a visualização dos dados do dispositivo com dados criptográficos, de fabricação e de processo de fábrica.

* Dean Coclin, diretor sênior de Desenvolvimento de Negócios da Digicert, provedora mundial de escaláveis TLS/SSL, soluções PKI para identidade e encriptografia.

As opiniões expressas neste artigo não necessariamente representam a posição de Teletime.

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