Brasil tem maior crescimento de penetração de banda larga fixa na América Latina

Foto: Pixabay / Pexels

O Brasil chegou a 27,3 milhões de residências com banda larga fixa no segundo trimestre, um crescimento de 9% em relação a igual período do ano passado, e com isso se consolidou como o líder em quantidade de conexões na América Latina. Segundo estudo Fixed Broadband Services da empresa de análise de mercados Business Bureau divulgado nesta quarta-feira, 18, a taxa de crescimento de penetração em adições líquidas do mercado brasileiro foi de 2,49%, a maior da região. Em seguida vêm Colômbia (2,17%), México (2,06%), Equador (1,92%) e Peru (1,27%).

O estudo da BB indica que na América Latina, a banda larga tem penetração em 42% dos lares. No mercado brasileiro, o potencial para o crescimento do acesso é algo que se destaca. "Embora o Brasil possua a maior quantidade de usuários de Internet, menos da metade do país acessa o serviço, por isso que segue com a possibilidade de crescimento", destaca a empresa.

O levantamento ressalta que o mercado brasileiro de banda larga fixa é dominado pela Net, Vivo e Oi, com 30%, 25% e 21% de market share respectivamente, mas é importante lembrar que, com atuais 18%, o grupo de provedores de Internet regionais deverá passar em breve a Oi e assumir a terceira colocação. Segundo dados da Anatel correspondentes a maio, o Brasil conta com mais de 30 milhões de acessos de banda larga fixa no total.

Penetração abaixo da média

Outro estudo também divulgado nesta quarta-feira, desta vez da companhia de analytics Global Data, indica que o mercado latino-americano deverá encerrar o ano com 82,2 milhões de conexões de banda larga fixa. Isso representaria um avanço de quase 6% comparado ao ano passado. Até 2023, diz a empresa, mais 17 milhões de acessos serão adicionados, totalizando 99,1 milhões de contratos.

Diferente do estudo da BB, a Global Data diz que a penetração na região ao final de 2017 chegava a 12,3%, abaixo da média global de 13,4% e de regiões mais ricas, como Europa Ocidental (36%) e América do Norte (30,7%). Além disso, a região conta com grande desigualdade: enquanto no Uruguai há uma penetração de 26%, países como Paraguai, Guatemala, Bolívia e Honduras ainda têm menos de 5%. O Brasil está na sexta posição da tabela abaixo, com penetração abaixo dos 15%.

A empresa afirma que planos nacionais de banda larga dos governos ajudam na universalização em países onde ainda há desafios para que a infraestrutura fixa chegue às regiões mais afastadas. O relatório destaca iniciativas em Honduras, com o programa "Internet del Pueblo", para levar 15 mil pontos de acesso públicos neste ano (com 2 mil escolas públicas e 155 parques públicos conectados até janeiro deste ano); e o plano nacional de telecomunicações 2016-2020 do Paraguai, que pretende aumentar a penetração da banda larga para 40% das residências, 70% das empresas e 100% das instituições governamentais até 2020.

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