Desktop prepara entrada em novas cidades acostumada com competição das grandes

Denio Alves Lindo, da Desktop

Um dos destaques no crescimento orgânico de clientes de banda larga no primeiro trimestre, a provedora regional Desktop está preparando novos movimentos no estado de São Paulo para bater, em 2022, as marcas obtidas pela empresa no ano passado.

Em entrevista ao TELETIME, o CEO da operadora paulista, Denio Alves Lindo, e o diretor de RI e M&A da Desktop, Bruno Leão, explicaram que a estratégia de seleção de novas cidades segue em curso. Ao longo de 2022, a empresa espera ingressar em mais de uma dezena de municípios de forma orgânica, além de 30 a 40 via aquisições, a depender do volume de negócios fechados ao lado de ISPs cuja compra está em fase de diligências.

Entre os próximos alvos está um conjunto de quatro cidades paulistas liderada por um município – ainda não divulgado – com mais de 500 mil habitantes, próximo à rede da Desktop e onde a empresa ainda não atua. São José dos Campos e Ribeirão Preto são alguns dos municípios que se encaixam nas características.

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"Projetamos nos próximos meses manter um ritmo acelerado e um crescimento robusto, com meta de adição orgânica maior do que a do ano passado", adiantou Lindo a respeito da estratégia. Em 2021, a empresa somou 123 mil adições orgânicas (e 275 mil via compras); neste primeiro trimestre, foram 40 mil e três novas cidades cobertas, para um total de 125.

"Dobrar [a operação] ano a ano vai se tornar cada vez mais difícil, mas já estamos entregando resultados expressivos", completou o CEO.

Competição

Entre as praças recentes onde estão sendo reportados resultados satisfatórios estão os municípios paulistas de Sorocaba, Piracicaba e Jundiaí. Em comum entre muitas das cidades está o fato da competição com grandes grupos na fibra ser a tônica do mercado há algum tempo.

"A gente compete com as big telcos na fibra há muito tempo. A Desktop já cresce a taxas elevadas competindo com empresas muito fortes, e não só ganhando competidores de tecnologias legadas", notou Bruno Leão. O fator seria um diferencial diante de outros provedores regionais, que passaram a enfrentar recentemente a competição de grandes grupos na fibra óptica.

"Enfrentamos a Vivo em praticamente todas as cidades, com Vivo Fibra presente em 90% das áreas que a gente tem atuação. A Claro também, seja com coaxial ou fibra. Competimos com esses maiores há muito tempo e temos conseguido recorrentemente crescer em cima deles", confirmou o CEO da Desktop.

DNA

Na medida em que a base da empresa se aproxima do milhão de clientes na banda larga, a perspectiva de Alves Lindo é que a operadora mantenha o "DNA" dos provedores regionais. "Os ISPs em geral sobreviveram com poucos recursos e muita inteligência na alocação, operação e qualidade. Temos que nos destacar por ser mais ágeis, eficientes e atender melhor. Não podemos perder esse DNA e a agilidade de tomar decisões sem passar por dez comitês nem quando tivermos 2 ou 3 milhões de clientes – e tenho convicção de que isso vai acontecer dentro dos próximos cinco anos".

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