TIM quer chegar a um milhão de clientes na fibra em cinco anos

Com um ano de lançamento oficial no mercado, a Live TIM, serviço de FTTC (fiber-to-the-curb) da operadora, está satisfeita com o espaço conquistado. A empresa diz que responde por 70% de participação no crescimento de ofertas acima de 34 Mbps nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Com tudo isso, o objetivo é que ritmo permita chegar a um milhão de acessos em cinco anos.

Em dados divulgados nesta quarta-feira, 17, a tele afirma ser responsável por 74% das adições líquidas em março deste ano em São Paulo. No Rio de Janeiro, a média é menor: 53%, apesar de ter conseguido pico de 98% em fevereiro. Considerando participação de mercado, a Live TIM tem 45% em São Paulo, seguida por Vivo, com 29%; Net, com 15%; e outras com 11%. No mercado carioca, a TIM está em segundo lugar, com 27% da base com velocidades acima de 34 Mbps. O primeiro é da GVT, com 45%. Net e Oi completam a lista, com 19% e 5%, respectivamente, enquanto outras ofertas respondem por 4%. A TIM, contudo, não oferece velocidades inferiores a 35 Mbps, por isso não entra na briga por assinantes que contratam o serviço mais simples.

"Construímos 770 mil casas cobertas (homes-passed), e vamos chegar a um milhão neste ano. É um benchmark global, não existe nenhum caso no mundo de roll-out e implementação de start-up fixa", afirma o presidente da TIM Fiber, Rogério Takayanagi. A companhia ainda não abre um número atualizado de clientes, mas afirma que já possui "mais do que 23 mil usuários", mas com objetivo de chegar entre 60 mil e 70 mil acessos até o final do ano.

Até o final de 2013, a TIM espera atingir 41 bairros cobertos em São Paulo, contra 26 atualmente. No mesmo período, a empresa espera duplicar a presença no Rio de Janeiro, chegando a 53 bairros (atualmente são 27). "Hoje, isso é a nossa principal fonte de direcionamento para construir rede. A fibra já está lá, o que precisamos é puxar o cabo de cobre. Mesmo custando um décimo do que levar a fibra até a casa (FTTH), é um custo. Então vamos atender onde temos maior demanda", diz.

Enquanto isso, a empresa conta com um banco de dados de 300 mil cadastros, entre interessados que acessam o site da Live TIM e quem telefona para a companhia. Mas muito dos interessados estão fora do eixo São Paulo/Rio de Janeiro. Apesar de ainda não revelar nenhum plano sobre a expansão do serviço para outras localidades, Takanayagi, mais uma vez, dá a entender que é possível expandir para as localidades onde a TIM já possui uma rede de fibra para o backhaul móvel. "Temos a opção de escalar e crescer naturalmente. Mas nosso objetivo é focar muito na execução, fazendo muito bem feito em SP e RJ. Escalar para fora não é uma decisão que tomamos ainda", diz. Mesmo assim, considerando a infraestrutura atual (comprada da rede de fibra da AES Eletropaulo), a meta é de chegar a um milhão de clientes entre 2016 e 2017.

Mercado corporativo

Conforme adiantado por este noticiário, a TIM Fiber Empresas, que está em operação desde o dia 1º de julho, foi oficializada nesta quarta-feira. O serviço conta com dois planos: 10 Mbps por R$ 999 e 30 Mbps por R$ 1.999, ambos com velocidades de downstream e upstream simétricas. Além da oferta de acordos de nível de serviço (SLA), a TIM Fiber Empresas conta ainda com IP fixo, que permite instalação de servidores de e-mail, e-commerce, acesso a câmeras de vigilância e hospedagem de páginas. "São PMEs que precisam de conectividade essencial, mas de SLA diferenciado, qualidade de atendimento de instalação", garante o executivo.

O serviço tem como meta ter de 10% a 15% da base de clientes da Live TIM até meados de 2014. "Será apenas uma fração (da base) do residencial, mas a ARPU (receita média por usuário) é até 20 vezes maior. Isso pode ser um elemento que mude o mercado corporativo de pequenas e médias empresas na área onde a gente cobre", espera Takayanagi.

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