Índice Brasileiro de Conectividade avança no Norte, mas cai no Nordeste

O Índice Brasileiro de Conectividade (IBC) de 2023 teve dados foram divulgados pela Anatel nesta quarta-feira, 17, indicando resultados distintos entre as regiões.

Enquanto Norte e Centro-Oeste tiveram o maior aumento relativo no IBC no ano passado – 2,2% e 2% respectivamente -, os estados do Nordeste registraram uma ligeira queda no índice, de na média 1,8%.

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Em uma escala de 0 a 100, o IBC considera a conectividade como alta quando superior a 60,81, como média entre 52,33 e 60,81, baixa entre 37,26 e 52,33 e muito baixa quando inferior a 37,26. Isso significa que tanto no Norte (média de 42,5) quanto no Nordeste (46,4), a conectividade ainda é considerada baixa. 

Estados

Embora tenha crescido 1,3% no ano, o Maranhão aparece com o mais baixo IBC dentre as 27 unidades federativas (25,59). Já o Distrito Federal, que fechou com uma queda marginal (-0,4%), tem o IBC mais alto do País (95,24). 

A unidade federativa que mais cresceu em 2023 foi o Amapá (+10,5%, para nota 58,67). Já as quedas mais relevantes foram registradas nos estados de Roraima (de 12,1%, para 27,92) e Piauí (11,4%, para 31,87).

Municípios

Entre os municípios, Armação de Búzios (RJ) apresentou o maior índice de conectividade do país pelo segundo ano consecutivo, com IBC de 81,94 em 2023. Na outra ponta, o município de Uiramutã, em Roraima, possui o menor indicador do Brasil, com um índice de conectividade de 11,60.

Metodologia

O IBC/Anatel é o resultado da composição ponderada de sete variáveis:

  • densidade de acessos móveis de telefonia móvel: número de acessos de telefonia móvel dividida pela população, ponderada pela tecnologia do acesso (2G, 3G, 4G e 5G);
  • densidade de acessos de banda larga fixa: número de acessos de banda larga fixa dividida pela população, ponderada por faixa de velocidade máxima contratada;
  • percentual da população coberta por telefonia móvel;
  • adensamento de estações: quantidade de estações rádio base (ERB) por 10.000 habitantes;
  • existência de backhaul de fibra ótica nas respectivas localidades;
  • grau de competitividade de banda larga fixa, medido pelo inverso do índice de Herfindahl–Hirschman (HHI); e
  • grau de competitividade de telefonia móvel, medido pelo inverso do índice de Herfindahl–Hirschman (HHI).

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