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Starlink não ameaça operadoras de banda larga no Brasil, aponta relatório

Antena da Starlink. Foto: Divulgação/Starlink

Embora tenha obtido crescimento relevante em 2023, a Starlink não representa uma ameaça para as operadoras de banda larga do Brasil. Ao menos essa foi a análise feita em relatório do BTG Pactual sobre a operadora de Internet via satélite de Elon Musk.

O relatório observou que o serviço de conectividade via constelação de baixa órbita teve uma adição de 121 mil clientes em 2023, encerrando o último ano com 133 mil acessos. Segundo o BTG, embora esse seja menor que o das líderes de mercado, o valor de adições líquidas da Starlink superou o de empresas como Desktop e Unifique. A nível global, a companhia totaliza mais de 2 milhões de usuários em 60 países.

De acordo com o relatório, o crescimento exponencial da empresa no Brasil levanta alguns questionamentos. O primeiro relaciona-se com a dúvida sobre se a tecnologia de Musk pode realmente competir de igual para igual com conexões de fibra. Já a segunda é sobre o quão competitiva é a Starlink ao lado de tecnologias como a Internet fixa sem fio (FWA), inclusive a partir de redes 5G.

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Opção para áreas remotas

O principal ponto levantado pelo relatório do BTG é de que o serviço da Starlink ainda não consegue disputar mercado em regiões onde já existem outras opções de conectividade disponíveis (é o caso da fibra em muitas praças, por exemplo). Já no contexto das localidades remotas (foco da modalidade via satélites), o serviço da empresa norte-americana é visto como opção atraente.

Isso porque, mesmo com os custos considerados elevados do equipamento, usuários da companhia afirmam que a Starlink consegue entregar uma conexão com resiliência superior a outras opções disponíveis no mercado. Atualmente, a companhia tem uma constelação composta por cerca de 6 mil satélites LEO, mas o objetivo da marca é levar esse número para 42 mil nas próximas décadas.

Custos elevados

Conforme apontado pelo BTG, os planos da Starlink ainda são “muito mais caros” na comparação com aqueles oferecidos pelas principais prestadoras de banda larga. Em comparação com a Vivo (que detém a maior base de acessos na Internet via fibra do Brasil), a mensalidade da Starlink equivale ao dobro do que é cobrado pelo plano inicial da tele – e com velocidades de download e upload inferiores.

Não só isso, a empresa de Internet via satélite exige a compra dos equipamentos (como antena e terminal de acesso) ao custo de R$ 3 mil (há opções com desconto temporário, por R$ 1,7 mil), enquanto as grandes ISPs nacionais via de regra não contam com essa cobrança (embora haja exceções). Essa característica, como apontado pelo BTG, faz com que a Starlink se expanda, basicamente, “em áreas onde não existem grandes ofertas de banda larga — seja FTTH ou cabo coaxial”.

No universo da Internet fixa sem fio (no qual o Brasil já conta com opções oferecidas por empresas como Claro e Vivo), o cenário visto acima se repete: “Os pacotes do Starlink e FWA podem parecer mais semelhantes quando se trata das velocidades médias de conexão. No entanto, acreditamos que a diferença de preço continua sendo muito grande para justificar a adoção do Starlink em áreas onde o acesso FWA está disponível”, explicou o relatório.

Dessa forma, o material salientou que, a menos que os preços Starlink “caiam drasticamente” (o que também vale para os custos dos equipamentos), o acesso à banda larga via FTTH ou FWA vai permanecer como “a opção preferida entre os clientes”.

Comparativo

StarlinkVivoClaroOiTIM
TecnologiaSatéliteFTTHHFCFTTHFTTH
Velocidade (em MbpsDonwload100500350200300
Upload102503560150
Planos (em R$)MensalidadeR$184R$ 120R$ 100R$ 80R$ 93
Taxa de serviçoR$ 55
Total mensalR$ 239R$ 120R$ 100R$ 80R$ 93
Custo por equipamentos (em R$)PreçoR$ 2000
Taxa de serviçoR$1196
TotalR$ 3196
Fonte: LatAm TMT Monitor February 16th, 2024/BTG Pactual

6 COMENTÁRIOS

  1. Faltou dizer que a tecnologia FWA da Claro, Vivo e Tim tem limite de dados em média de 100Gb por mês, que é insuficiente para uma residência. O dia que as operadoras retirarem o limite de dados da tecnologia FWA ninguém vai precisar de conexão via cabo. Quem mora em área de rico poderia ter sua Internet em casa. A Starlink a transmissão de dados é ilimitada.

  2. A starlink me atende perfeitamente. ILIMITADA, não trava, mesmo com tempo chuvoso. Utilizo em torno de 600Gigas por mês. Pago 234,0p por mês. Se fosse com a Vivo, pagaria 720,00 com um péssimo atendimento já que a Vivo não tem interesse de vender esse pacote de dados.

  3. Uso Starlink no interior. Muito boa e parece fibra óptica. Se a Starlink oferecer planos residenciais por R$ 79,90/mês vai quebrar as grandes operadoras…

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