Próximas versões dos padrões de TV terrestre DVB e ATSC preveem ultra alta-definição

Dois dos principais padrões de TV digital aberta, o ATSC (EUA) e DVB (Europa), estão em processo avançado de discussão em relação ao futuro das transmissões de TV digital. Segundo Rich Chernock, CSO da Triveni Digital, os padrões serão propostos este ano, para serem discutidos e concluídos até 2016 e finalmente publicados até a metade de 2017. Há vários aspectos previstos no ATSC 3.0, como foi batizada a próxima geração. Desde a possibilidade de transmissão em UHD (em princípio 4K, mas com previsão para transmissões em 8K), HDR (High Dynamic Range), HFR (High Frame Rate), compressão HEVC, previsão para mobilidade, camada de aplicações integradas com Internet (por exemplo, por meio do padrão HbbTV) etc. Outra exigência importante do novo padrão: que ele permita outros modelos de negócio além da transmissão aberta, como vídeo sob-demanda. Será, na verdade, a adapção de tudo aquilo o que a indústria audiovisual já está implementando hoje em suas produções, seja na TV paga, seja na Internet, para um padrão de TV aberta. No caso do modelo norte-americano, contudo, a opção foi por fazer um novo padrão, que não terá compatibilidade com o atual.
Mais ou menos o mesmo caminho de evolução segue o DVB, com uma diferença: no caso do padrão norte-americano, toda a parte de transporte é IP e apenas a entrega final e modulada para o broadcast. No caso europeu, a camada de transporte pode ser IP ou empacotada no padrão DVB-GSE. Em essência, existe uma tendência de convergência dos padrões de transmissão abertos para algumas coisa que a aliança Future of Broadcast TV (FoBTV) definiu como diretrizes no seu lançamento em 2012. O interessante na apresentação foi notar como os padrões de TV aberta correm atrás para incorporar coisas que a indústria de conteúdos já está na prática adotando, seja nas transmissões de TV fechada, nos serviços OTT ou no cinema.
No evento não houve apresentação do ISDB-T, ainda que a NHK, estatal de TV japonesa, seja hoje uma das pioneiras em testes de transmissão com ultra alta definição e planeje transmitir as Olimpíadas de Tóquio e 2020 em 8K.

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