EBC quer operador nacional de rede como contrapartida no leilão de 700 MHz

A radiodifusão pública já vê como uma briga perdida a disputa para permanecer na faixa de 700 MHz, que foi destinada à banda larga móvel. Agora a próxima briga é buscar uma compensação junto àqueles que estão tomando seu lugar. "Que o setor de telecom construa o operador nacional de rede como contrapartida ao leilão", pediu o presidente da EBC, Nelson Breve, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

O operador nacional de rede consiste em um compartilhamento das antenas de radiodifusão das emissoras públicas em todo o País. Breve afirma que em Brasília isso já está sendo feito na nova Torre Digital, incluindo também as emissoras privadas, resultando em economia para todos.

O pedido, contudo, não tem chance de ser atendido. O superintendente de Outorgas e Recursos à Prestação da Anatel, Marconi Maya, foi claro. "Essa não é uma política pública colocada para a Anatel implementar. Isso não existe", disse ele.

Segundo o superintendente, a ideia é colocar em consulta pública o replanejamento de canais de todos os estados até o final do ano. Estão faltando: Norte, Nordeste, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Paralelamente, a Anatel está realizando os testes para identificar a interferência entre os serviços de radiodifusão e banda larga móvel. Testes de campo estão previstos para dezembro, depois serão realizados testes de laboratório. A ideia, segundo Maya, é concluir os dois testes em fevereiro. "Aí teremos condições de definir as boas práticas de engenharia para a convivência dos dois serviços e quantificar a mitigação", disse ele.

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