Para CEO da Telecom Italia, disputa com serviços OTT mostra modelos distantes

Ainda o tema da competição entre telecom e serviços over-the-top. Como já é comum aos eventos de telecomunicações, as operadoras mostram uma grande preocupação sobre como enfrentar esse problema, e nos debates da Futurecom, que acontece esta semana em São Paulo, não foi diferente.

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Para o CEO da Telecom Italia, Marco Patuano, não adianta exigir que estes serviços passem a ser regulados. "O que queremos é que haja isonomia", de preferência com pouca regulação para todos. "Os OTT podem ser parceiros, cooperarem conosco ou competirem conosco. A questão é como jogar em conjunto. Os serviços OTT em geral não exigem proximidade do cliente, não precisam ter qualidade e nem segurança, o que é o oposto da nossa realidade, onde precisamos estar próximos do cliente, precisamos oferecer serviços com alta qualidade e com muita segurança", disse ele.

Patuano foi mais longe na provocação: "nosso modelo é baseado em payback, e no caso do Vale do Silício o modelo é outro, é baseado na base de usuários, ainda que você não cobre nada deles. Não existe business model, o modelo é baseado em profiling do cliente", diz ele, sem deixar de reconhecer o papel dos provedores de conteúdos e aplicações de Internet para a indústria. "Eu não vendo conectividade sem os OTT, por isso eu quero que eles tenham sucesso. Mas os modelos é diferentes, porque eles estão dando de graça. Provavelmente quem está errado somos nós", brincou.

Para Patuano, a Internet trouxe surpresas no campo legal. Segundo ele, hoje operadores diferentes precisam operar com regras diferentes. "Pense em privacidade, onde os OTT têm seus modelos de negócio baseado em data mining e as operadoras de telcom não podem fazer isso. Além disso, privacidade é um direito humano na Europa e um direito comercial nos EUA. Não que um seja diferente do outro, mas os pontos de partida são diferentes", ponderou. "No mundo da Internet fronteiras não querem dizer nada", disse.

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