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Com “avatar IA”, Huawei aponta caminhos para redes 5G e pede esforço de transição para novas redes

Sunbaocheng, CEO da Huawei do Brasil, em versão digital

A Huawei utilizou, pela primeira vez na história do Painel TELEBRASIL, a modalidade de participação por meio de um avatar gerado por Inteligência Artificial. Não era um vídeo gravado, mas sim um conteúdo totalmente digital. Impossibilitado de participar presencialmente, o CEO da empresa no Brasil, Sun Baocheng, preparou uma breve apresentação inteiramente gerada por IA, por meio de um avatar com suas características físicas e de voz. A diferença em relação a uma versão humana filmada ficou por conta da fala. Normalmente, Sunbaocheng costuma dar palestras em inglês, mas sua versão digital falava um Português correto (com algum sotaque) mas em perfeita sincronia com os movimentos do rosto e do corpo . Foi a primeira vez que esse recurso de participação digital foi utilizado.

Após a breve fala de Sunbaocheng, o diretor de cibersegurança e privacidade da Huawei, Marcelo Motta, em sua palestra no primeiro dia do Painel Telebrasil Summit 2023, falou dos desafios e dos melhores caminhos para a consolidação das ofertas 5G no Brasil.

Na ocasião, a gigante chinesa apontou que referências de mercado mostram que o investimento no padrão deve começar pelas redes. “As operadoras que investiram mais fortemente em suas redes 5G tiveram um desempenho de mercado superior àquelas que não o fizeram”, comparou Motta, citando percentuais de receita de 5% a 10% maiores após investimentos na migração de usuários e na ampliação da conectividade em grandes cidades.

Viabilidade

O esforço pela migração de usuários se justifica pelo consenso no mercado de que as redes 5G só se tornam viáveis a partir de um determinado patamar de tráfego. “Quanto mais tempo se leva para que o tráfego chegue a 30%, maior será o tempo de retorno do investimento, daí a necessidade de acelerar esta migração”, afirmou.

Mais que isso, quanto mais rápida for a migração, maior também será o ganho de eficiência de custo e energia. A previsão é que, em dez anos, o tráfego médio nas redes 5G salte dos atuais 15 GB por mês por usuário para 600 GB por mês por usuário, um crescimento de cerca de 40 vezes.

No entanto, para que as operadoras possam usufruir de todo o potencial oferecido pela tecnologia 5G, Motta listou três desafios que devem ser superados: criar a rede e trazer usuários para ela, o que está profundamente ligado ao aumento na oferta e redução de preço dos smartphones; ampliar a média de tráfego, o que já vem ocorrendo nas grandes cidades brasileiras; e criar novos serviços e um ecossistema de atendimento a setores verticais.

Para o diretor da Huawei, o Brasil tem feito grande progresso, com as iniciativas das operadoras estando de duas a oito vezes acima das metas estabelecidas. Ao mesmo tempo, o potencial de crescimento se mantém muito grande. “Temos 32 milhões de pessoas não conectadas ou conectadas com baixa velocidade e, ao mesmo tempo, no ano passado no Brasil apenas 30% dos celulares vendidos eram 5G, contra 85% na China.” (Com informações da Agência Telebrasil)

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