Intelsat comemora início de missão para estender vida útil de satélite em órbita

Teste do mecanismo de acoplagem do MEV, da Northrop Grumman. Foto: Divulgação

A primeira missão de extensão de vida de satélite em órbita começou bem sucedida, segundo a operadora satelital Intelsat nesta sexta-feira, 11. O veículo da extensão de missão (MEV-1), fabricado pela Northrop Grumman, foi lançado com sucesso na última quarta-feira, 9. A ideia é aumentar a vida útil do satélite Intelsat 901 (posicionado em 330,5°E para fornecer capacidade nas bandas C e Ku) por mais cinco anos, ou cerca de 25% do total, e com isso obter economias e mesmo a redução do congestionamento espacial.

Ao completar esta primeira fase, tem início agora o que a Intelsat considera como a parte mais crítica da missão, o acoplamento no espaço, uma vez que exige manobras com sincronização precisa entre as equipes da operadora e da Northrop Grumman. Nos próximos três meses, a fabricante vai elevar a órbita do MEV-1 para 300 km acima da órbita geossincronizada do satélite, enquanto a Intelsat 901 é elevado à órbita pela operadora para o acoplamento.

A manobra será possível por meio de várias câmeras, laser "range-finders" e computadores de bordo que permitirão ao MEV-1 detectar, rastrear e encontrar o satélite na órbita de acoplamento. Segundo o vice-presidente de engenharia de sistemas espaciais e operações da Intelsat, Jean-Luc Froeliger, trata-se da primeira missão deste tipo, e por isso as operações estão acontecendo com "muita cautela, a começar com as manobras realizadas acima da posição orbital normal, assegurando que não ocorram interrupções em nenhum satélite vizinho". O encontro em si acontecerá após três meses e meio do lançamento – ou seja, no final de janeiro de 2020.

Ao se acoplarem, o MEV-1 vai inserir por meio de tecnologia robótica um mecanismo propulsor de apogeu do Intelsat 901, unindo mecanicamente as operações dos veículos. Assim, eles voltarão à posição na órbita geoestacionária, continuando os serviços da operadora satelital aos clientes.

Segundo contextualiza a Intelsat, a operação acontece em um ano em que a indústria passa por transformação, com produção de satélites definidos por software, plataformas espaciais alternativas e avanços na tecnologia das estações terrestres e antenas. Com essa tecnologia de expansão da vida útil dos artefatos, a empresa acredita que poderá corrigir problemas que podem ocorrer no trecho final da viagem até a sua localização pós-lançamento. "Um veículo que poderia facilmente corrigir pequeno mau funcionamento de um satélite em órbita; por exemplo, uma matriz solar ou um refletor de antena que não abriu inteiramente. A manutenção em órbita permite restaurar o desempenho para o qual o satélite foi projetado. O objetivo final da Intelsat é que nossos clientes governamentais e comerciais recebam serviços ideais sem interrupções, e a manutenção em órbita melhora nossa capacidade de fazê-lo."

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