Qualquer mudança no edital do 5G é um atraso de oito meses, diz Fabio Faria

Na audiência pública que aconteceu na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), o ministro das Comunicações Fabio Faria disse que não tem como ter mudanças no edital do leilão do 5G que está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Fabio Faria está confiante de que os ministros votarão a favor da proposta apresentada no edital.

Segundo Faria, qualquer mudança no edital representa um retrocesso de oito meses de debates sobre a implantação da tecnologia de quinta geração no Brasil. "Hoje não temos como fazer nenhum tipo de recomendação porque o edital está pronto. Em relação às escolas, o leilão do 5G vai levar Internet logo no primeiro momento para as escolas que não tem internet. Só que com o leilão, vamos melhorar a Internet com 5G standalone para 72 mil escolas", voltou a afirmar o ministro das Comunicações.

"A Comissão de Educação foi recebida por mim várias vezes, e queriam que eu voltasse oito meses para incluir textualmente obrigações de escolas. Quando comecei a fazer isso, comecei a receber demanda de vários outros setores. Ai fizemos uma Nota Técnica, que mostrava um quantitativo de escolas que seriam atendidas pelo leilão, e explicitamos isso nessa nota, que está com o TCU", disse o ministro Fabio Faria.

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Fabio Faria disse ainda que a impossibilidade de mudar o edital vale para qualquer assunto, inclusive para uma suposta pressão dos EUA sobre uma tentativa de barrar a Huawei de fornecer equipamentos para o 5G no Brasil. "Encontrei com o Jake Sullivan, na semana passada, na quinta-feira, e nós tratamos sobre Open RAN, que envolve mais de 200 empresas no mundo que estão fazendo um acordo para criar compatibilidade de equipamentos para o 5G. Isso vai ser muito bom porque vai baratear o preço", explicou o ministro, quando questionado se há pressão dos EUA para barrar a gigante chinesa do 5G no Brasil.

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