Streaming de música da Apple funcionará em Android

Como era esperado, a conferência para desenvolvedores da Apple, a WWDC15, foi palco para a companhia apresentar seu novo serviço over-the-top (OTT) de música, o Apple Music. A premissa é que, com a plataforma, o usuário não precisará mais de vários aplicativos diferentes para ouvir, seguir e interagir com artistas. Isso significa que a fabricante do iPhone declarou guerra contra Spotify, YouTube e até com redes sociais, como Facebook e Twitter.

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O serviço chegará no dia 30 de junho e será integrado ao aplicativo de música do iOS, bem como ao iTunes para Mac e Windows. Haverá ainda uma versão para Android, mostrando que a companhia está utilizando a mesma estratégia que há anos aplica em computadores. Vale lembrar que a rival Google também tem adotado essa estratégia multiplataforma para todos os seus apps móveis, inclusive o recém-lançado Google Fotos, que inclui armazenamento ilimitado de imagens e vídeos mesmo para usuários de iPhone.

Como armas, a Apple oferecerá o acesso OTT ao catálogo da loja iTunes, que vem sendo construído desde o primeiro iPod, e um preço que rivaliza com o Spotify: US$ 9,99 por mês, ou US$ 14,99 para o plano de até seis pessoas, e com os três primeiros meses de graça. A companhia também promete que artistas fornecerão não apenas os catálogos, mas também demos, remixes e material inédito (incluindo vídeo) na plataforma.

Isso ocorrerá através da função social Connect, semelhante à timeline do Facebook. Nela, os artistas poderão interagir com fãs, postando imagens, vídeos e até músicas demo pelo serviço. A Apple promete que ela será plataforma não apenas para músicos famosos, mas também para bandas independentes.

O Apple Music contará também com rádios, que transmitirão conteúdo para mais de 100 países (embora tudo em inglês), além do próprio streaming baseado em uma curadoria humana e em combinação de gostos pessoais do usuário. Será possível ter playlists, da mesma forma como todos serviços OTT do mercado. Na versão para iOS, a Siri poderá utilizar o serviço para realizar suas buscas contextuais. Por exemplo: se o usuário solicitar a música mais tocada em maio de 1982, surgirá a faixa correspondente.

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