GSMA condena ataque a antenas 5G após fake news relacionadas ao coronavírus

A Associação Global da Indústria Móvel (GSMA) precisou emitir um comunicado no último domingo, 5, condenando ataques a torres e antenas de celular no Reino Unido. O motivo desses atos de vandalismo é a propagação de notícias falsas (fake news) sobre uma ligação entre o 5G e a disseminação do coronavírus (covid-19). "A GSMA condena esses atos de violência elaborados para fragilizar nossas redes de comunicações em um tempo de crise", diz a entidade. 

Tanto a polícia quanto as autoridades antiterrorismo britânicas estão investigando a autoria dos atentados. Segundo a associação, "uma campanha de desinformação está incitando medo, agressão e vandalismo contra infraestrutura crítica e trabalhadores de manutenção essenciais, que mantêm nossos serviços públicos conectados, além de manter nossa economia em funcionamento". 

Ressalte-se que a falsa correlação entre o 5G e malefícios à saúde já estava sendo disseminada antes da pandemia, inclusive no Brasil. A indústria de fake news com teorias conspiratórias baseadas em falsos argumentos apenas reciclou o boato, que agora envolve conceitos absurdos como a disseminação do coronavírus pela radiação das antenas. 

Agências de checagem de fatos, a própria indústria móvel e médicos já se manifestaram para constatar que os boatos são mentirosos. A Comissão Internacional de Proteção à Radiação Não Ionizante (ICNIRP, na sigla em inglês) constatou em março que não há nenhum perigo à saúde para pessoas, incluindo crianças, na exposição à radiação de frequências usadas para redes de celular, também incluindo o 5G. O estudo, que revisa 20 anos de pesquisas, confirma também garantias da Organização Mundial da Saúde. O relatório pode ser baixado clicando aqui.

Disparate 

"Essa história [do boato] do 5G é simplesmente um disparate, é nonsense e o pior tipo de fake news", declarou o diretor médico do sistema de saúde da Inglaterra, Stephen Powis, citado pela GSMA. A entidade conclama gigantes da Internet, provedores de conteúdo e plataformas de redes sociais a acelerar os esforços para remover fake news ligando o 5G à disseminação do covid-19. Também pede a governos pelo mundo a tomar atitudes contra a desinformação, o vandalismo e as ameaças feitas contra engenheiros de rede móvel que trabalham em campo. Segundo o jornal The Guardian, o YouTube já está promovendo a retirada de vídeos que disseminam as mentiras.

"É deplorável que a infraestrutura crítica de comunicações esteja sendo atacada baseada em completas mentiras. Nós urgimos todos a confiar nas autoridades de saúde e se tranquilizar que as tecnologias de comunicações são seguras. Não há nenhuma ligação entre o 5G e o covid-19", declara em comunicado o diretor geral da GSMA, Mats Granryd. 

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