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2G/3G: maquininhas precisam de cinco anos até desligamento e uma das redes ativa

Foto: energepic.com

No debate sobre o futuro desligamento das redes 2G e 3G no Brasil, empresas de meios de pagamento reunidas na Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) defenderam um prazo de ao menos cinco anos antes do processo e que pelo menos uma das redes legadas seja mantida como opção de contingência para as “maquininhas” de cartão.

As sugestões fazem parte de contribuição da Abecs à tomada de subsídios da Anatel sobre o futuro desligamento do 2G/3G. “Reconhecemos a necessidade da transição tecnológica para os padrões 4G e 5G, contudo é de suma importância que ela seja adotada de forma gradual“.

“No setor de pagamentos, por exemplo, o ciclo de vida médio de terminais é cinco anos, portanto, um parâmetro razoável a ser estudado para faseamento desta transição deve respeitar o período mínimo de cinco anos”, defendeu a entidade.

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A Abecs alega que uma transição em período inferior geraria impacto logístico, financeiro, social e sustentável para as instituições de pagamento e para suas referidas bases de estabelecimentos comerciais, empreendedores e clientes.

“A tecnologia utilizada nas “maquininhas” segue o ciclo evolutivo das tecnologias móveis, porém com um atraso temporal de alguns anos, dada a dinâmica de substituição de terminais e sua vida útil. A saber, em 2015, quando a tecnologia 3G já era muito madura, a quase totalidade das maquininhas desta indústria utilizava a tecnologia 2G. Atualmente, ao se considerar a tecnologia 4G consolidada, observa-se a maioria das maquininhas nos milhares de estabelecimentos comerciais do País transacionando nas redes 3G”, explica a Abecs.

Hoje a avaliação do setor de pagamentos é que a oferta de portfólio de terminais na opção 5G ainda é baixa. Já os equipamentos de conexão 4G não estão completamente estabelecidos e difundidos entre as adquirentes. “Ademais, o prazo mínimo de cinco anos possibilitará a evolução gradual do mercado de fabricantes de terminais, que ainda geram, de forma predominante, equipamentos voltados à conexão 3G”, sustenta a Abecs.

Contingência

Já o 2G é descrito como um padrão alternativo de conexão, nos casos em que o 3G não apresenta disponibilidade, afirmou a Abecs sobre as maquininhas de cartão. Neste sentido, as empresas de maquininhas pedem que uma opção de reserva seja mantida.

“No caso dos terminais 4G, na ausência da cobertura dessa tecnologia no estabelecimento comercial, o 3G é a contingência. Ou seja, ainda que tivéssemos 100% do parque com a tecnologia 4G, o 3G ainda teria relevância para a conectividade dos clientes”.

1 COMENTÁRIO

  1. E para áreas rurais e rodovias que tem muitas Torres só com 3g, nessas regiões tem muita gente que depende do 3g. O 2g poderia até desligar logo,hoje poucos aparelhos tem apenas 2g, mas o 3g deveria seguir até 2030 no meu ver

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