Telebras espera que gateways terrestres usados pelo satélite brasileiro tenham tecnologia nacional

Se o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Brasileiro (SGDC) não é ainda um satélite com tecnologia brasileira, existe a intenção do governo de que, pelo menos nos equipamentos de terra, isso possa acontecer. Foi o que revelou Caio Bonilha, presidente da Telebras, durante o Congresso Latino-americano de Satélites, que acontece esta semana no Rio de Janeiro e é organizado pela Converge, que edita este noticiário.

Bonilha disse que a Telebras ainda prepara a licitação dos gateways, que são os equipamentos responsáveis pelo tráfego de dados que trafegam para o satélite e ficam instalados em terra. A expectativa é que empresas nacionais participem desse processo, preferencialmente com tecnologia nacional. Da mesma forma, não estão ainda contratados os fornecedores dos terminais que ficam na ponta dos usuários (CPEs), e também aí há espaço para escolha de empresas brasileiras.

Segundo o Coronel Edwin Pinheiro da Costa, do Ministério da Defesa, responsável pelo projeto, a tecnologia militar que será usada para operar na banda X também poderá ser nacional. "Hoje importamos esses equipamentos. Faço um apelo à industria nacional para que se empenhe no desenvolvimento dessa tecnologia", declarou. Ele lembrou, contudo, que mesmo que os gateways não sejam brasileiros, não há risco à segurança das informações militares e à soberania nacional. "Nosso tráfego é todo criptografado por tecnologia desenvolvida por nós e por órgãos de segurança brasileiros", disse.

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