Segurança e privacidade são entraves e tendem a se tornar críticas com IoT

O debate sobre segurança em dispositivos móveis está apenas começando, e a avaliação geral dos especialistas que participaram dos debates esta semana, no Mobile World Congress, é que o meio mobile ainda está longe de ser um ambiente seguro. É tudo uma questão de escala. Com a perspectiva de bilhões de dispositivos móveis conectados e trilhões de transações simultâneas sendo realizadas, de todas as naturezas. "Cada geração nova de dispositivos móveis vai ficando mais próxima de nós e cada vez mais próxima das nossas informações mais privadas. Com os wearebles, nós compartilhamos inclusive dados como seus batimentos cardíacos e nível de suor. Sem segurança, a privacidade corre um grande risco", diz o CEO da AVG (uma empresa especializada em segurança móvel, ressalte-se), Gary Kovacs, também ex-CEO da Mozilla.

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Para Kovacs, existe um risco adicional nesse ambiente digital se considerarmos que boa parte das pessoas que estão compartilhando seus dados são crianças e adolescentes que não têm a menor ideia sobre as consequências que essas informações em rede poderão ter no futuro. "Algumas pesquisas nossas mostram que quase 80% das pessoas não quer compartilhar tantos dados, 90% delas se dizem preocupadas com a privacidade, mas apenas 28% de fato fazem alguma coisa em relação a isso".

Um caso extremo de cidadania digital é a Estônia, que conseguiu atingir a marca de ter 100% dos serviços e processos públicos digitais, inclusive a votação pela Internet. A Estônia chegou ao ponto de criar a cidadania digital, em que pessoas que não moram na Estônia nem nasceram no pais, podem se tornar, para algumas finalidades (como abrir empresas ou conta em bancos), se tornar e-cidadãos. Isso foi feito para aumentar a população economicamente ativa da Estônia, que tem apenas 1,5 milhão de habitantes residentes.

Taavi Kotka, CIO do governo estoniano, explica que foi um processo de mais de uma década até que esses percentuais fossem atingidos, e a próxima etapa é conseguir colocá-los todos disponíveis em plataformas móveis, que segundo ele já tem um razoável nível de segurança mas ainda não traz confiança para que as pessoa usem.

O CEO da Intel, Brian Krzarich, CEO Intel, ressaltou que o número de falhas de segurança, que já é alto (segundo ele, 80% dos negócios apresentam alguma falha de segurança digital hoje), tende a aumentar exponencialmente com a explosão das conexões relacionadas à Internet das Coisas (IoT). "O problema não é só perder dados, mas sim ter perdas financeiras e materiais reais, sobretudo quando você tem máquinas conectadas".

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