Vivo oferece kit de desenvolvimento para wearables na Campus Party

O kit de Internet das Coisas (IoT) fornecido pela Telefônica/Vivo para desenvolvedores foi atualizado na Campus Party deste ano. Mas agora, a operadora fornecerá também uma nova plataforma voltada para o desenvolvimento de dispositivos vestíveis (wearables). "A gente desenvolveu um dispositivo que tem capacidade de acelerômetro, mede a temperatura e a luminosidade e tem um LED também", declara o diretor de inovação da Telefônica, Pablo Larrieux, durante coletiva de imprensa da companhia nesta terça-feira, 3.

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O kit conta com conectividade por meio de protocolo de baixa energia Bluetooth LE para se ligar a computadores ou smartphones. Além disso, ele tem botões e entradas para expansões. "As experiências são muito hackeadas e gostamos disso." O dispositivo não possui tela, mas os comandos e funções podem ser acessados por meio de um aplicativo para celular.

Já o kit para desenvolvimento de Internet das Coisas ganhou um reforço. Além do equipamento com processadores Raspberry Pi e Arduino (e com conectividade 4G), há uma segunda caixa que serve como novo módulo de conectividade, com Wi-Fi, Bluetooth e o padrão 6LowPan, um protocolo aberto para interoperabilidade de equipamentos e que está sendo usado pela Eletropaulo em seu projeto de smart grid em Barueri.

Larrieux explicou ainda que a parceria da operadora com o Centro Universitário da FEI (antiga Faculdade de Engenharia Industrial), continua. O centro de pesquisas voltado para IoT e inaugurado em outubro em São Bernardo do Campo já está com as instalações prontas. "Já temos todo o set-up físico, já tem coordenador, doutorado e alunos. São duas áreas de pesquisa: decidimos interligar IoT com área de tecnologia; e a segunda linha é de segurança da informação dentro da Internet das Coisas", declara.

Desafio feminino

Também nesta terça foi lançada uma disputa voltada às mulheres desenvolvedoras, o Technovation Programaê! 2015, parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e a Fundação Lemann. A iniciativa terá como objetivo estimular jovens do sexo feminino a criarem aplicativos para solucionar problemas sociais. "O número de mulheres trabalhando com tecnologia ainda é muito pequeno", ressalta a presidente da Fundação Telefônica, Gabriella Bighetti.

Além disso, ela explica, "apenas 30% dos campuseiros realmente programam, e, no Brasil, 70% dos jovens têm intenção de empreender. O Programaê! tem essa missão (de atender à demanda)". As vencedoras irão participar de um pitch internacional, no Vale do Silício, para concorrer a um prêmio de US$ 10 mil em financiamento para o projeto.

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