TIM finaliza upgrade de rede para Internet das Coisas e espera desenvolvedores

13/10/2020 - Alexandre Dal Forno

A TIM anunciou a conclusão de uma atualização nas redes LPWA (Low-power wide-area) utilizadas pela operadora no atendimento de aplicações de Internet das Coisas (IoT). O upgrade envolveu a evolução do protocolo NB-IoT 1 (3GPP release 13) para a nova release 14 (chamada de NB-IoT 2).

Diretor de desenvolvimento de mercado IoT & 5G da TIM, Alexandre Dal Forno explicou para TELETIME que entre os benefícios para clientes corporativos estarão maior possibilidade de mobilidade, velocidade de transmissão e economia no consumo de baterias de sensores de Internet das Coisas. Em paralelo, a empresa também espera novas parcerias com desenvolvedores interessados em utilizar o recurso.

No caso da mobilidade, a evolução para o NB-IoT 2 deve corrigir um problema de usabilidade da release anterior, que afetava a conexão de sensores em movimento. De acordo com Dal Forno, a mudança deve beneficiar casos de uso como o rastreamento de veículos, de ativos ou gerenciamento do transporte público.

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O upgrade para a NB-IoT 2 também deve permitir velocidades de transmissão três vezes maiores que a versão prévia da tecnologia; isso quer dizer em média 20 Kbps, suficientes para atividades de baixo consumo de dados, como sensoriamento, explica Dal Forno.

Por último, uma nova funcionalidade (a PSM, do inglês Power Saving Mode) permitirá economia de até 80% no consumo das baterias, contribuindo para que os dispositivos IoT não necessitem de troca ou recarga de bateria por períodos de até dez anos.

Segundo Dal Forno, a atualização da rede NB-IoT da TIM tem capacidade de beneficiar centenas de milhares de dispositivos já atendidos pela tecnologia, ofertada pela empresa em 4,1 mil cidades. O executivo também notou que dispositivos de IoT precisam ser compatíveis com o NB-IoT 2, mas que hoje quase todos os módulos novos são fabricados com o recurso.

Desenvolvedores

"É como se a gente estivesse dando uma caixa de ferramentas para desenvolvedores IoT: tem a rede NB-IoT 2, o Power Saving Mode, o eSim e várias outras tecnologias que podem e vão ajudar novas soluções a chegarem no mercado", explicou Dal Forno, citando desde grandes empresas fabricantes de máquinas até startups que estão começando a montar soluções.

"Também temos trabalhado com empresas que utilizam soluções de WiFi e outras para mostrar que a tecnologia móvel 4G pode ser uma opção excelente. Quando você tem um sensor em uma fábrica, se você usa rede WiFi, há questões de acesso e de segurança. Agora se basta ativar um chip de dados, você pode usar em qualquer lugar. Isso simplifica e traz capilaridade muito grande, porque a rede já está pronta", finalizou Dal Forno.

1 COMENTÁRIO

  1. Implementar dispositivos IoT em uma empresa com uso de 4G público é insensato. Com uma Private Network vc tem exclusividade de recursos, segurança e controle de dados. É a melhor solução, e os custos vêm caindo muito. Pode-se fazer em 5G também, ou mesmo em OpenRAN.

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