No Brasil, GSMA prevê 18% da base móvel no 5G até 2025

Representante global da indústria móvel, a GSMA apresentou nesta terça-feira, 1º, novas projeções sobre o crescimento do mercado na América Latina nos próximos anos. Segundo a entidade, o Brasil terá 18% da base móvel em 5G até 2025, puxando o crescimento da região.

Para toda América Latina, a expectativa da GSMA é de 9% dos acessos móveis na tecnologia ao fim dos próximos cinco anos. Isso representaria algo em torno de 62 milhões de clientes 5G. Já o 4G deve passar de atuais 49% para 67% da base (ou de 76% para 81% no Brasil).

México (12%), Chile (8%), Argentina (7%), Colômbia e Peru (6%) devem caminhar em ritmo mais lento que o brasileiro. Assim, a base média 5G do continente deve ser menor que a global em 2025 (21%). Na América do Norte, espera-se que 51% dos usuários já contem com padrão ao fim dos próximos cinco anos; na Europa, 34%.

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2022

A GSMA também fez uma projeção mais imediata para clientes 5G no continente: até 2022, a empresa avalia que 15 milhões de usuários já contem com o serviço na América Latina.

"Na América Latina, Brasil e Uruguai lançaram serviços 5G, com testes 5G realizados em pelo menos oito outros mercados. Esperamos que a tecnologia se espalhe para o resto da região ao longo do próximo década, mas é importante que os formuladores de políticas comecem o planejamento agora", pediu o relatório da GSMA.

"Leilões de espectro nas bandas de 3,5 GHz e 26 GHz no Brasil são esperados no primeiro semestre de 2021, enquanto os reguladores do Chile, Colômbia e República Dominicana também anunciaram intenções de atribuir espectro 5G em 2021", lembrou o documento.

"Claro que a pandemia não pode ser ignorada. Em janeiro e fevereiro a gente viu o número de implantações do 5G reduzir, então ajustamos predições", afirma o analista da GSMA, James Joiner, durante evento promovido pela associação. "Mas o número lançamentos pegou de novo", completa.

Joiner faz a ressalva, contudo, de que na Índia haverá atraso no leilão de novas frequências, e que isso pode acontecer em outros casos. Mas ele destaca que há um otimismo no mercado: para 90% das empresas, a utilização de 5G em padrão standalone (ou seja, sem precisar de core de rede 4G) não deverá demorar a chegar à América Latina.

Internet

De modo geral, a GSMA espera que 80 milhões de novos usuários de Internet móvel sejam adicionados na região até 2025. Destes, 24 milhões viriam do Brasil, 19 milhões do México e 8 milhões, da Colômbia. Assim, a região teria 423 milhões de usuários de dados móveis em cinco anos (ou 64% de penetração), 484 milhões usuários únicos de serviços móveis e 666 milhões de SIM cards ativos. (Colaborou Bruno do Amaral)

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