Telefónica não quer leilão de 700 MHz em 2013 no Brasil

O grupo Telefónica, controladora da Telefônica/Vivo, não acredita que seja a hora de gastar com o dividendo digital após todo o investimento já feito em 2,5 GHz. Em conferência com analistas nesta semana, a companhia descartou a hipótese de que ocorra algum leilão de 700 MHz no Brasil ainda este ano – a Anatel colocou a proposta em consulta pública na última quinta-feira, 28. Mas, caso venha a ocorrer (mesmo que seja improvável), a companhia espanhola não vai ficar nem um pouco satisfeita.

O diretor e CEO da Telefónica Latinoamérica, Santiago Fernández Valbuena, afirmou que a companhia acredita que é "improvável que todos os estágios necessários sejam completados durante este ano". Se ocorresse, a controladora reclamaria. "A frequência de 700 MHz é cheia de coisas que precisam ser limpas e nós não iríamos receber bem o leilão de espectro acontecendo neste ano enquanto estamos no meio da implementação do LTE para todos os eventos esportivos que acontecerão no Brasil", justifica. "Não temos forma alguma de saber, mas certamente nós pensamos que é improvável e não apoiamos que isso seja antecipado".

A Telefônica/Vivo teria problemas para aceitar um novo leilão porque pode se sentir pressionada pelos custos, já que foi a operadora que mais pagou pela faixa de 2,5 GHz, desembolsando cerca de R$ 1 bilhão pelas frequências nos blocos de 20+20 MHz, enquanto TIM e Oi foram mais cautelosas e compraram pedaços menores do espectro, de 10+10 MHz.

Concorrência e antenas

Valbuena aproveitou a conferência para negar que a entrada da GVT em São Paulo influencie nos negócios fixos da Telefônica/Vivo na cidade. O executivo apenas se limitou a ressaltar que o problema na capital paulista é ter que "substituir recursos antigos de receita por novos”, mencionando as conexões VDSL e fibra.

Já o CEO da Telefónica SA, José María Álvares-Pallete, também usou a conferência com analistas para desmentir uma suposta proposta de 2,5 bilhões de euros para a alienação de torres na Espanha e no Brasil neste ano. Mas também não descarta nada se a oportunidade surgir. "Não há planos, nada está incluso no guidance com este propósito. Não significa que não estamos contemplando (a possibilidade), seremos muito oportunos se for o caso", afirma.

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