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Nova Oi
Após RJ, Oi considera que o pior já passou
terça-feira, 29 de maio de 2018 , 12h14

Para a Oi, o pior já passou. Na visão do diretor de finanças da companhia, Carlos Brandão, a etapa atual do plano de recuperação judicial já mostra uma estabilidade maior para a empresa, embora ainda seja preciso vencer outras barreiras. "Eu diria que, neste momento, [a Oi] já superou as principais preocupações que a gente tinha no âmbito da implantação do plano", declarou o executivo durante teleconferência dos resultados trimestrais nesta terça-feira, 29.

Brandão reconhece que a empresa terá de lidar com pendências a serem resolvidas. "Ainda tem etapas importantes, como a resolução dos créditos da Anatel, finalização da aprovação do decreto do PGMU-4, temas importantes que acompanhamos de perto, mas conseguimos entregas importantes que deixam a companhia mais leve", afirmou. Assim, considera que o momento atual é positivo e determinante para o grupo. "Passada essa etapa [de reestruturação da dívida], vamos viabilizar o aumento de capital."

O CFO afirma que os bondholders já se comprometeram com os R$ 4 bilhões do aumento de capital, com a mecânica de compensação de 8% pagos em dinheiro ou 10% em ações. De acordo com o presidente da Oi, Eurico Teles, o caminho é firme para os próximos passos da RJ. "Nosso balanço já está reestruturado e continuamos trabalhando para efetivar a conversão dos bonds nas próximas semanas e acelerar ao máximo possível o aumento de capital, que irá financiar nosso crescimento sustentável", declara. "Estamos iniciando uma nova Oi, pode ter certeza que é uma outra empresa."

Busca pela receita

Um reflexo da busca pelo crescimento de receita ainda deverá ser contabilizado no próximo trimestre, mas a companhia adianta que já colhe frutos. A estratégia será focada no crescimento da base, em dados e na oferta de serviços de valor adicionado.

Com o lançamento do pacote focado em dados do Oi Mais Digital em abril e intensificação da atividade comercial, a empresa já registrou avanços, com maior quantidade de adições líquidas – em apenas 15 dias daquele mês – do que em todo o primeiro trimestre. "O cliente tem procurado pelo produto, e ele é reflexo positivo em abril e agora em maio com a mesma resposta", declara o diretor comercial, Bernardo Winick.

A empresa ainda reforça na estratégia de oferecer refarming na faixa de 1.800 MHz em 22 cidades do Nordeste, entregando em Fortaleza e Salvador no próximo trimestre, reforçando a posição de cobertura onde possui maior market share. "Outra ação é a sinergia de canal e portfólio de segmento de varejo para empresarial, principalmente com pequenas empresas, e já está acontecendo", declara Winick. No residencial, a companhia espera lançar o Oi Total em fibra no segundo semestre, aumentando a base em banda larga com mais potencial competitivo.

Turnaround no B2B

Ainda com impacto do cenário macroeconômico degradado e mesmo da instabilidade da RJ, o segmento B2B é alvo de uma política de turnaround na companhia ,focada em aquisição de clientes, monetização e fidelização/retenção. Segundo Bernardo Winick, a Oi já começa a colher "bons resultados" na área. "As empresas começam a nos procurar, o acordo com credores tirou o receio que elas tinham em nos chamar para participar de projetos, e isso começa a ser revertido, temos participado de várias licitações e concorrências, tanto no governo quanto no privado, e temos ganhado no privado e já vemos outras atividades", declara. Com isso, o volume de unidades geradoras de receita (UGRs) está subindo. "Deve ter reflexo na receita e é isso que a gente espera", avalia o executivo. "Os primeiros resultados foram encorajadores, o primeiro trimestre costuma ser ruim, mas teve estabilização", revelou Carlos Brandão.

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Erick disse:

    A Oi precisa investir em 4G e na fibra para nao ficar para trás… Sou Oi desde 2007.

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