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Roubo de celulares: 39% dos internautas brasileiros já foram vítimas
quinta-feira, 27 de julho de 2017 , 19h25

Quatro em cada dez internautas brasileiros que têm celular, ou 39,4% para ser preciso, já tiveram o aparelho roubado ou furtado pelo menos uma vez na vida. É o que revela uma pesquisa inédita realizada por Mobile Time e Opinion Box, para a qual foram entrevistadas 1.861 pessoas on-line. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro, de 2.2 pontos percentuais.

Entre as vítimas, 72% relatam que isso aconteceu uma única vez. Com as outras 28% houve duas ou mais ocorrências. Segundo 38,3% das vítimas, a última vez que tiveram seu celular roubado ou furtado foi há menos de um ano.

Trata-se de um problema de segurança que ameaça tanto ricos quanto pobres. Ao contrário do que se poderia imaginar, o índice é praticamente o mesmo independentemente da classe social: 40,2% dos entrevistados das classes A e B e 39,2% daqueles das classes C, D e E já tiveram um telefone móvel subtraído por bandidos.

Por outro lado, há uma diferença quando a análise é feita por faixa etária. Enquanto 45,3% dos jovens entre 16 e 29 anos já tiveram um celular roubado ou furtado, o percentual cai para 21,5% entre os internautas com 50 anos ou mais. Para aqueles com 30 a 49 anos, o índice fica perto da média nacional: 38,7%. A explicação pode estar no fato de os jovens se exporem mais com seus celulares em público.

Reação

Infelizmente, apenas metade das vítimas de roubo de celular notificam a polícia sobre o delito. De acordo com a pesquisa, somente 51% registraram boletim de ocorrência (B.O.) da última vez que foram assaltadas. Isso talvez mude conforme aumenta a penetração de seguro contra roubo de celulares, pois as seguradoras exigem o B.O.

Medidas para evitar o uso da linha e do aparelho são mais comuns. Entre as vítimas entrevistadas, 54,5% bloquearam tanto o chip quanto o aparelho; 24,3% bloquearam apenas o chip; e 5,9%, apenas o aparelho. Além disso, 23,4% tentaram rastrear seu celular roubado.

Um dado alarmante: somente 8,4% das vítimas tinham seguro contra roubo ou furto de celular quando tiveram seu aparelho levado pela última vez.

O relatório integral com mais dados sobre a pesquisa pode ser baixado de graça no site www.panoramamobiletime.com.br

Análise

O roubo de celulares no Brasil é um problema de segurança pública que vem crescendo nos últimos anos por uma série de fatores, como o agravamento da crise econômica, a popularização dos smartphones e o encarecimento desses aparelhos, cujo preço dos modelos top de linha ultrapassa R$ 4 mil. Notícias recentes publicadas em Mobile Time demonstram isso: em São Paulo, a secretaria de segurança pública informa que 30% dos roubos e furtos no estado têm como alvo o aparelho celular. E, no Rio de Janeiro, o ano de 2016 bateu o recorde histórico de registros de roubos de celulares (19.549) e tudo indica que em 2017 a marca será superada, pois entre janeiro e maio as delegacias fluminenses registraram 8.707 ocorrências desse delito, o que representa um crescimento de 23% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os números reais, contudo, são muito maiores, já que metade da população assaltada não faz o boletim de ocorrência, seja porque não tem tempo ou porque não acredita que trará algum resultado prático.

As operadoras de telefonia celular mantêm uma lista com a identificação dos aparelhos roubados, o chamado Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI). O banco de dados é alimentado pelas empresas e por órgãos de segurança pública, como a Polícia Federal e as Polícias Civis estaduais. Em 31 de maio passado havia 8.305.237 celulares bloqueados pelo CEMI. Para efeito de comparação, um ano e meio antes, em 31 de dezembro de 2015, eram 6.193.524.

O celular é identificado pelo IMEI, seu número universal de identificação. Em tese, os aparelhos listados no CEMI não conseguiriam mais funcionar no Brasil, sendo bloqueados pelas redes das  operadoras móveis. O problema é que os bandidos conseguem alterar o IMEI com o uso de softwares e os celulares roubados acabam sendo revendidos no mercado negro. (Matéria originalmente publicada pelo site MobileTime)

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