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Migração dos serviços de voz tradicionais para VoIP ainda desafia operadoras
quinta-feira, 22 de outubro de 2015 , 09h26

Pouco se fala hoje, em eventos de telecomunicações, sobre perspectivas para as redes tradicionais de telefonia fixa. Não existe muita discussão sobre o fato de que estes serviços estão morrendo e que serão substituídos, a questão é em quanto tempo e que obstáculos precisam ser vencidos. A conta depende do custo de manutenção das redes, das receitas geradas e do grau de perda da base de usuários. A Telenor, operadora norueguesa, é uma das que tomaram a decisão de migrar rapidamente sua base de usuários fixos para IP. Começou com a constatação de que o usuário da rede fixa tradicional é idoso, com uma média etária de quase 70 anos de idade (na faixa entre 20 e 30 anos praticamente não existem assinantes de serviços fixos). Em estudo de caso apresentado por Arne Christensen, diretor de modernização de rede da Telenor, durante o Broadband World Forum realizado esta semana e Londres, a base de usuários fixos caiu a um quarto da que existia no começo dos anos 2000. Entre os fatores que fizeram a Telenor proativamente começar a passar esses clientes para serviços de VoIP, baseados na rede banda larga, estão o consumo de energia, a necessidade de reduzir o custo de manutenção da rede e o fato de que a maior parte das pessoas só tinha a rede fixa para manter o serviço de banda larga.

Estudo da Ovum apresentado durante o Broadband Forum mostra que as únicas regiões onde ainda há crescimento da rede fixa são na América Latina e Oriente Médio, mas mesmo assim a perspectiva é de declínio a partir de 2019. As quedas mais acentuadas estão na Ásia e nos EUA. Segundo a consultoria, as operadoras que têm conseguido frear a queda são aquelas que desenvolvem planos flexíveis de comercialização, fazem bundle de serviços e oferecem soluções de VoIP. Segundo a Ovum, as operadoras ainda têm dificuldade de quantificar os benefícios de desligamento dessas redes apenas pela redução dos custos operacionais, pois muitas vezes a alocação de custos internos das empresas está atrelada a antigas operações legadas. Problemas tecnológicos e, sobretudo, regulatórios, também são apontados pela Ovum como fato de dificuldade na hora de desligar os serviços fixos tradicionais ou migrá-los para modelos baseados em IP.

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