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Fibra ótica
Produção de fibra especial aumentará com o FTTH, aposta Prysmian
quinta-feira, 18 de junho de 2015 , 19h45 | POR BRUNO DO AMARAL

Durante inauguração da primeira fase de expansão da planta do Grupo Prysmian em Sorocaba (SP), o vice-presidente de telecom global da empresa, Philippe Vanhille, afirmou que a estratégia no Brasil é trazer as melhores experiências da companhia no exterior para servir ao mercado brasileiro com uma fábrica completamente nacional. Em especial, a ideia é promover uma próxima etapa da expansão, a ser concluída em julho de 2016, quando espera-se que aumente a demanda por fibra até a residência (FTTH).

"O investimento de hoje é o fim de uma primeira fase, que era para trazer o nível de volume de capacidade para o mercado", diz, referindo-se à previsão da empresa, que estima uma demanda total do mercado brasileiro de 4,5 milhões de km de fibra para 2015.  "Agora já estamos trabalhando na fase dois para trazer mais produtos avançados e para poder fazer em larga escala a próxima geração de produtos, as fibras de baixa sensibilidade à curvatura", declarou. Essa característica permite uma melhor facilidade de instalação em arquiteturas de FTTH, facilitando e reduzindo o tempo de instalação.

De acordo com o diretor comercial da fabricante, Reinaldo Jeronymo, a fase atual da planta de Sorocaba já produz essa fibra especial, mas não há grande demanda ainda no mercado brasileiro para FTTH. Atualmente, a produção anual do componente é de 40 mil km de fibra. Ele corrobora a aposta da Prysmian e acredita que, "em dois ou três anos, o FTTH vai pegar", e, com isso, aumentará a demanda de produção. Até porque outras tecnologias, na opinião dele, são paliativos. "G.fast e Vectoring são soluções para dar sobrevida (ao cobre), mas não são fáceis de implantar", declarou.

Segundo Jeronymo, a empresa tenta convencer operadoras, como a TIM, a implantar a solução de fibra até a última milha (atualmente, fora a Vivo, as demais teles utilizam o FTTH apenas em alguns casos e em acessos corporativos). Mas ele acredita que o mercado deverá começar a aceitar a necessidade (dessa tecnologia) com o aumento do consumo de conteúdo over-the-top. "A grande coisa é o vídeo, aí vão ver que a fibra é necessária", prevê.

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