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Disputa entre sócios
Dívida e Telecom Italia são riscos, diz Brasil Telecom
quinta-feira, 24 de junho de 2004 , 19h01 | POR REDAÇÃO

O relatório 20F de 2003 da Brasil Telecom S/A e BrT Participações S/A (uma espécie de balanço anual) registrado nesta quinta, 24, junto à Securities and Exchange Commission (SEC) nos EUA traz algumas informações importantes sobre a dívida da empresa e sobre a disputa entre seus acionistas.
Em relação ao seu endividamento de R$ 3,659 bilhões, a Brasil Telecom diz: "Durante 2004, aproximadamente R$ 1.840,0 milhões de nossa dívida líquida vencerão e poderemos optar por refinanciar as outras dívidas existentes a fim de reduzir os custos ou prorrogar os vencimentos das dívidas. Não prevemos ser capazes de financiar todas nossas exigências de capital de recursos do
fluxo de caixa de operações (sic) e necessitaremos futuramente de financiamento de terceiros. Não podemos garantir que tal financiamento de terceiros estará disponível e, se disponível, se em condições aceitáveis por nossa companhia". Pode ser esta a explicação para as sucessivas operações de aumento de capital da Invitel e Opportunity Zain (acionistas indiretos da Brasil Telecom) e de lançamento de debêntures em valor superior a R$ 1 bilhão por parte de diferentes sócios acionistas da Brasil Telecom.

Telecom Italia fora

O 20F da Brasil Telecom também coloca a briga entre os acionistas da companhia como um fato de risco. Diz a empresa no documento: "A Telecom Itália (TII) impediu a Brasil Telecom de participar no primeiro leilão de licenças do Serviço Móvel Pessoal (?SMP?) que aconteceu em 2001, e adquiriu para si mesma, através de diversas subsidiárias agora consolidadas na TIM Celular S.A. (?TIM?), licenças para lançar o SMP em todo o país, incluindo na Região II, em que a Brasil Telecom presta serviços de telefonia fixa". Diz ainda que "o Artigo 68 da Lei Geral de Telecomunicações impede a exploração pela mesma pessoa jurídica, seja direta ou indiretamente, dos mesmos serviços na mesma Região. Além disso, a TII está agora requerendo a recompra de suas ações votantes e o retorno para o nosso grupo controlador, o que é contra o nosso
interesse, uma vez que a nossa companhia e a TIM seriam consideradas afiliadas e, assim, impedidas de prestarem os mesmos serviços nas mesmas regiões".

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