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Convergência
Serviço da GVT TV é baseado no conceito de home gateway
quinta-feira, 15 de setembro de 2011 , 18h01 | POR DANIELE FREDERICO E LETÍCIA CORDEIRO

Para viabilizar o funcionamento de sua plataforma de TV por assinatura, a GVT TV enfrenta um grande desafio técnico que exigiu um conceito novo de instalação dentro da casa do assinante. Como o acesso condicional exige contato permanente com a banda larga do usuário para validação do DRM (a operadora é a primeira no Brasil a adotar um acesso condicional por software), a GVT precisará montar uma home network para seus clientes de TV por assinatura, com um media gateway central que distribuirá os conteúdos para os demais pontos de TV por assinatura. O serviço funcionará da seguinte maneira: a tele instalará um home gateway na casa do assinante, que além de se conectar com todos os televisores da casa através de uma rede coaxial, utilizando o protocolo HPNA, pode agregar na rede residencial, via Wi-Fi, demais dispositivos conectados. Cada ponto de TV precisará de um decodificador, que pode ser o mais simples, apenas com HD, ou o decoder HD com DVR, que tem capacidade de armazenamento de 500 GB e custará R$ 29,90 adicionais ao mês.

Para o caso de um ponto adicional, o assinante terá de pagar pelo aluguel do equipamento: R$ 24,90 para o decoder sem DVR; e R$ 29,90 para o com DVR.

Essa arquitetura de rede permitirá o multiroom, isto é, com apenas um DVR, é possível acessar conteúdo gravado ou realizar pausas ao vivo em qualquer dos pontos de TV da casa. No futuro, além dos aparelhos de televisão, a ideia é que o conteúdo possa ser compartilhado com outros aparelhos conectados como tablets e smartphones. “O equipamento está preparado, mas as negociações para distribuição de conteúdos em dispositivos móveis ainda estão em andamento. Nesse primeiro momento vamos fazer TV para televisores”, conta Dante Campagno, head de TV por assinatura da operadora.

Interatividade

Os assinantes da GVT TV terão acesso a redes sociais, como Twitter e Facebook, previsão do tempo, ao Power Music Club – o serviço de música da GVT, até então disponível apenas na Internet, e que constituirá a oferta de áudio da operadora.

Outro serviço interativo é o vídeo on demand (VOD), que conta com 2 mil títulos, oferecidos em três modelos diferentes: gratuito, com o objetivo de criar hábito; conteúdos avulsos, a partir de R$ 4,90 por título; e um pacote de assinatura mensal, que dá acesso à biblioteca de conteúdos. O principal fornecedor de programação on demand é a DLA.

Além dos recursos de PVR, como timeshifting e agendamento de gravação, a GVT TV oferecerá ainda a modalidade de catch-up TV, em que será possível recuperar conteúdos não gravados pelo usuário por um determinado período de tempo. As negociações com canais e programadoras acontecem individualmente.

Investimentos

Montar uma rede residencial e bancar um home gateway para cada assinante não será barato. Por isso, a GVT calcula que para 2012, 90% dos investimentos no GVT TV serão direcionados para os equipamentos na casa do cliente. “Estamos investindo R$ 650 milhões entre 2011 e 2012. R$ 200 milhões ainda este ano, para cobrir gastos com o lançamento do serviço; e outros R$ 450 milhões para o ano que vem”, afirma o presidente da GVT, Amos Genish.

Segundo ele, o serviço de televisão será uma nova área de negócios da empresa, e não apenas uma oferta complementar. “Temos planos de competir diretamente com as duas maiores operadoras de TV paga. Não seremos um jogador de nicho, temos ambições grandes para esse novo negócio”, garante Genish. A ideia do executivo é conseguir em cinco anos, um market share no mercado de TV por assinatura superior à participação que a operadora tem no mercado de telecomunicações, que está entre 15% e 20%, em média, segundo Sanfelice.

Inicialmente, o serviço GVT TV poderá ser adquirido apenas por clientes de telefonia fixa e banda larga da operadora, mas a expectativa é que ele se torne, no futuro, um negócio em separado e possa ser vendido posteriormente mesmo em praças em que a GVT não tenha infraestrutura de telecom. O serviço será comercializado em soft-launch até meados de outubro, quando a operadora estreia uma campanha de mídia para divulgar o serviço.

A GVT atua em 106 cidades e planeja cobrir outras 27 localidades em 2012, chegando a 2016 com um total de 180 municípios atendidos.

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