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Telecom está isento da possível crise em 2012, diz consultoria
quarta-feira, 05 de outubro de 2011 , 20h15 | POR WILIAN MIRON

O mercado de telecomunicações será pouco ou nada afetado, caso a economia global volte a entrar em colapso. A opinião é de Camila Saito, economista da Tendências Consultoria.

Para ela, o segmento ficará, ao menos inicialmente, protegido de uma possível recessão por conta de sua dependência maior da economia doméstica, ou seja, da renda dos brasileiros. “Neste caso é mais complicado para mercados que dependem mais da conjuntura econômica”, explica.

Nesta quarta-feira, 5, a Tendências divulgou um estudo no qual prevê um arrefecimento na expansão dos serviços de telefonia móvel, à medida que a banda larga e a TV paga serão os serviços de telecom mais procurados em 2012.

Os acessos em banda larga, grande vedete do setor para os próximos anos, deve ter crescimento de 29% em 2012, impactado pelos investimentos maciços das operadoras após o governo aprovar a nova regulamentação da TV paga e das ofertas de baixo custo com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). No ano que vem a soma de conexões fixas e móveis à Internet de alta velocidade deve levar o serviço a ter 32 milhões de assinantes, uma alta de 28,8%. Para a banda larga móvel, consultoria projeta um crescimento de 30% entre janeiro e dezembro de 2012, quando a modalidade de acesso deve chegar a 10 milhões de modems.

No mesmo período, a TV paga também apresentará crescimento, destacou a consultora. Ao longo dos 12 meses do próximo ano, o serviço atingirá 16,89 milhões de clientes.

Telefonia

Conforme o prognóstico, a telefonia móvel encerrará o ano com 238,5 milhões de assinantes, um crescimento de 17,5% no quarto trimestre. Entretanto, na mesma base de comparação, o segmento chegará ao final do próximo ano com 269,4 milhões de assinantes e crescimento de 13,0% sobre o trimestre anterior. “Este serviço tem crescido num ritmo muito forte nos últimos anos e, em alguns casos, o mercado já dá sinais de saturação”, comenta Camila Saito.

A consultora explica que, mesmo nos grandes centros, onde a penetração do serviço é mais forte, haverá crescimento, puxado pela demanda de conectividade máquina-máquina (M2M) e de clientes que usam mais de uma operadora para conseguir descontos. “Isso pode dar fôlego adicional ao setor”.

Na telefonia fixa, o estudo avalia dois cenários: enquanto a base de assinantes das concessionárias mantém um ritmo decrescente, chegando a dezembro de 2012 com 28,8 milhões de clientes, as incumbents atingirão 14,9 milhões de assinantes. O mercado total de linhas fixas ao final do ano que vem será de 43,7 milhões de acessos ao serviço.

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