Oi mantém investimentos e não pretende refinanciar compra da BrT

Os planos de investimento da Oi para o ano que vem devem seguir nos mesmos patamares de 2008. Incluindo as licenças de 3G, a Oi investiu R$ 4,5 bilhões e não pretende recuar, segundo o presidente da operadora, Luiz Eduardo Falco, que participuou nesta quarta-feira, 29, da Futurecom 2008, em São Paulo. Segundo Falco, o impacto da crise deve demorar para chegar ao "pedreiro brasileiro que usa celular pré-pago", ou seja, a receita da operadora, pelo menos por enquanto, não será afetada. "O que vai faltar mundialmente serão recursos de investimento, tanto das empresas globais quanto locais, por isso é tão necessário não restringir o ímpeto de investimento do setor de telecomunicações", afirma. Ele citou especificamente as restrições ao investimento das teles no WiMax, IPTV e redes de TV a cabo.
Sobre a crítica de que a fusão da Oi com a BrT vai inibir a competição, Falco rebate dizendo nessa conjuntura é mais necessário empresas com fôlego dobrado de investimento. "Serão dois Ebitdas somados com boa estrutura de capital e mais capacidade de investimento. Isso só pode ajudar a competição, não atrapalhar", afirma.

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A queda mundial das bolsas, segundo Falco, não mudou o plano de financiamento de compra da Brasil Telecom. Já foram adquiridas um terço das ações PN da BrT, outros dois terços vão ser trocadas com ações da Telemar. A empresa não prevê fechar o capital da BrT, mas incorporá-la à Telemar se a operação for aprovada pela Anatel. A longo prazo a idéia é simplificar sua estrutura fiscal por fases, incorporando as ações da BrT na Telemar seguindo a legislação.
Caso a Anatel não mude o PGO em tempo hábil, não está nos planos da Oi renegociar o prazo com a BrT. "Vamos pagar a multa", afirma Falco. Ele voltou a repetir que que a Anatel já analisou caso similar – da Embratel e da Vésper – em 33 dias. "Nosso prazo não é inviável", afirma.
A forma de pagamento da BrT não será flexibilizado com a nova conjuntura econômica. A maior parte da compra será realizada na Bolsa de Valores e se aprovada tem prazo de pagamento para 24 horas depois. Falco admitiu, no entanto, que pode negociar, por exemplo, com fundos de pensão que queiram entrar no negócio e refinanciar a dívida da operadora com maior prazo que o atual.
Sobre as contrapartidas possivelmente exigidas do governo para aprovar a fusão de concessionárias, o executivo disse que estas devem ser realistas com a conjuntura atual, com menos dinheiro para investimento. "Não é saudável matar a empresa no nascedouro", disse. "Hoje todas as redes estão migrando para IP e não será mais tão necessário a obrigatoriedade de investir em última milha, então que que essa desoneração seja canalizada para a queda de tarifas e para a sociedade e não onere as empresas.
Ele deu o exemplo de uma contrapartida positiva: a transformação da obrigatoriedade dos PSTs em investimento em banda larga nas escolas. "Idéia que partiu do setor privado".

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