Receita média por usuário da Vivo cresce puxada pela banda larga móvel e queda de base

A receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) da Vivo cresceu 40% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de R$ 10,8 para R$ 15,2, valor cerca de 25% superior à ARPU de voz, que hoje é de R$ 12,1. Porém, esse crescimento precisa ser analisado com cuidado. Em grande medida, a receita média por usuário aumentou porque a base de linhas móveis da empresa diminuiu: a Telefônica tornou seus critérios mais rigorosos e desconectou usuários inativos. Em 12 meses, sua base pré-paga caiu 21,5%.

A receita com dados e SVAs (serviços de valor adicionado), portanto, não cresceu os mesmos 40% da ARPU em 12 meses. Na verdade, seu aumento foi de 24%, alcançando R$ 3,33 bilhões e representando agora 55,7% da receita líquida com serviços móveis, uma variação positiva de 9,6 pontos percentuais em um ano. Esse crescimento foi puxado especificamente pela receita com Internet móvel, que subiu 37,9%, alcançando R$ 2,45 bilhões. Pesou favoravelmente para isso a venda de pacotes de dados e o aumento da proporção de smartphones e webphones na base da Vivo, que agora é de 76,4% , 4,6 pontos percentuais a mais que um ano atrás.

Entretanto, nem tudo são flores no segmento de dados e SVA. A receita com SMS peer to peer (P2P), ou seja, mensagens de texto trocadas entre usuários, caiu 4,1%, descendo para R$ 411,1 milhões no segundo trimestre. E a receita com serviços de valor adicionado (SVAs) em geral diminuiu 2,4%, baixando para R$ 469,7 milhões no mesmo período. A competição com apps over the top (OTTs) explica a queda do SMS e dos SVAs. Mas a empresa ressalta que SVAs premium mantiveram desempenho positivo e citou nominalmente Vivo Música, Nuvem de Jornaleiro, Kantoo, Vivo Sync e Vivo Segurança Online.

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