Monitoramento geográfico pode ajudar operadoras a reduzir o churn

Com o foco na qualidade do serviço (QoS), as empresas de telefonia móvel precisam ter visibilidade na sua infraestrutura de rede para poder atuar com agilidade em resposta a situações como falhas, demandas altas e áreas de sombra. A Imagem atua no mercado brasileiro com a solução de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) da norte-americana Esri, que oferece dados geográficos em uma interface clara para o monitoramento da rede.

A oportunidade surge com a procura das teles pela melhoria no atendimento ao consumidor. "Eu vejo interesse por parte das operadoras brasileiras porque há demora em entender todos os problemas da rede", garante o gerente de soluções de telecomunicações da Esri, Randy Frantz. "O churn (fuga de clientes para outras operadoras) é um problema em mercados maduros, não acho que seja diferente aqui", explica. A Imagem é o parceiro da companhia norte-americana para chegar aos clientes, entendendo o consumidor e integrando a operação.

Existe demanda no mercado brasileiro, segundo o executivo, até por conta da explosão do consumo de dados, algo que não estava previsto à época da construção da infraestrutura da tecnologia 2G. "Não pode se basear em padrões históricos, tem de ver o que está acontecendo no mercado. Os consumidores estão comprando, tem provedores over-the-top (OTT), tem a Copa do Mundo, as Olimpíadas etc. Terá um influxo e isso irá convergir", explica Frantz.

Mesmo para os eventos esportivos, o executivo garante que não é tarde demais para investir em novas tecnologias. "Temos ferramentas para cada tipo de plano, podemos fazer cenários e testá-los", declara. Ele diz que já há operadoras usando a solução da Imagem/Ersi (Vivo, Oi, Claro e TIM, entre outras), mas que elas não divulgam como isso está sendo feito.

Desta forma, o GIS atua monitorando o backhaul e os próprios pontos de acesso, sejam macrocélulas, small cells ou hotspots. O sistema também é integrado com o OSS e BSS, concentrando elementos de engenharia para o Business Intelligence, vendas, indicadores (KPIs) e dados na dashboard do mapa, automatizando ao máximo os procedimentos. "A solução mostra que nem todos os processos precisam acontecer", garante Frantz.

Smart grids

Os planos são de que o setor de telecomunicações represente 15% das vendas da companhia até 2015, mesma meta divulgada em novembro do ano passado. Atualmente, telecom representa apenas 6%, já que a companhia é focada em outras indústrias como energia e governo. A Esri possui 40% de market share global nas vendas soluções de "inteligência geográfica" no segmento de telecom.

Mas energia e telecomunicações têm sido indústrias convergentes. Tanto que, de acordo com o diretor a área de telecomunicações da Imagem, Paulo Simão, a empresa brasileira "provê a tecnologia GIS e serviços para as mais importantes empresas da área elétrica do País, como Compesa (PE), Copel (PR), Light (RJ) e Cemig (MG)", A empresa diz que também tem negócios com o Grupo Neoenergia, que controla a Coelba (BA), Cosem (RN), além da própria distribuidora pernambucana e de usinas hidrelétricas.

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