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Globo e Watch comemoram parceria no streaming, mas alertam para exploração irregular dos canais de TV

Com o crescimento do mercado de streaming e o interesse de provedores de Internet em diversificar a oferta, a Globo adotou a estratégia de passar a licenciar os conteúdos dos canais do grupo, inclusive da TV Globo, aberta para a recepção broadcast, para serviços de streaming de operadores e plataformas integradas de conteúdos. Durante o Encontro Nacional Abrint 2023, encontro de provedores que acontece esta semana em São Paulo, a Watch anunciou a parceria com a Globo para a  distribuição dos canais por meio da plataforma de streaming, praticamente completando a oferta do serviço de streaming, que agora tem quase todos os conteúdos ofertados por grandes programadoras. 

Mas as parcerias oficiais do maior grupo de conteúdos do Brasil com os ISPs enfrentam um desafio: o desconhecimento (e muitas vezes má-fé) de empresas que distribuem os sinais da TV Globo de maneira irregular e utilizam as marcas, propriedades e imagens dos produtos Globo sem autorização. “Os canais Globo, inclusive os sinais da TV Globo e das suas afiliadas, precisam de autorização para serem distribuídos. Todos os conteúdos, inclusive a TV aberta, só pode entrar nos serviços de streaming depois de um processo de negociação comercial, jurídica, homologação técnica e operacional”, explica Eduardo James,  diretor de soluções e vendas da Globo.

Segundo o executivo, a Globo vê uma grande oportunidade de distribuição de seus conteúdos pelos serviços de streaming dos ISPs e integradores. “Foi uma opção do grupo estar em todas as tecnologias e plataformas, e o mercado de Internet em banda larga do Brasil é importante, mas existem regras a serem seguidas”.

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Regra para SeAC

Parte do problema apontado por Eduardo James é que no passado as operadoras de TV por assinatura tinham o direito ao chamado “must carry”, que era o dever  de distribuírem os sinais das geradoras de TVs abertas gratuitamente. A partir da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) de 2011 a regra mudou e estabeleceu que, no caso das transmissões serem digitais, caberia ao radiodifusor decidir ou não pelo carregamento compulsório, abrindo a possibilidade de negociação comercial. Note-se dois aspectos da regra: no final do ano não haverá mais emissoras de TV analógicas, de modo que todas as emissoras poderão cobrar pela distribuição de conteúdos (essa já é a realidade na maior parte das cidades brasileiras).

O outro aspecto é que essa regra só vale para operadoras de SeAC, o que requer uma outorga específica. Não vale para transmissões por streaming. Nesses casos, o detentor dos direitos de conteúdo (inclusive as emissoras de TV) precisam aprovar a retransmissão em qualquer circunstância, independente do sinal estar disponível na TV aberta. Ou seja, não existe hipótese de a TV Globo ser distribuída de graça em nenhuma plataforma de streaming. “Infelizmente, o que vemos no mercado são muitas empresas de streaming tentando usar essa brecha do ‘pacote lifeline’, que não existe, para colocar conteúdo das emissoras de TV abertas, especialmente da Globo, nas suas ofertas aos provedores”, diz Maurício Almeida, CEO da Watch.

“E tem uma questão importante: os provedores precisam trabalhar seus conteúdos junto aos seus assinantes, e para isso precisam usar material promocional, imagens e propriedades intelectuais das emissoras. Nós, como integradores, fazemos esse controle e damos as orientações da melhor maneira para explorar esse conteúdo, em função da programação que está no ar e dos lançamentos”, explica André Santini, CMO da Watch. “Nosso papel como integrador é simplificar o processo, seja no aspecto de negociação de direitos, aquisição de conteúdos, homologação com os canais, nas questões tecnológicas e também no marketing e comercialização dos conteúdos por streaming”, diz.

Valorização das marcas

Segundo Eduardo James, existe uma grande preocupação da Globo, e dos produtores de conteúdos em geral, de que suas marcas e propriedades sejam exploradas adequadamente. “São conteúdos valorizados pelos usuários, que agregam valor a uma operação de banda larga, mas que precisam ser sempre explorados corretamente, dentro de parcerias sólidas e que passaram por todos os processos necessários”, diz James.

“A Globo tem desenvolvido diversas parcerias com provedores de serviços de internet (ISPs), com foco na expansão da oferta de seus canais em um mercado em franca expansão. A parceria com a Watch é um mais um passo nesse sentido”, afirma Fernando Ramos, diretor de Parcerias Estratégias de Distribuição da Globo, em nota conjunta com a Watch.

A Watch fechou 2022 com 450 empresas provedoras de serviços de internet (ISPs) como clientes, número que chegou a 615 em maio deste ano, e cerca de 1,7 milhão de assinantes. E a empresa estima fechar o ano com 900 parceiros e perto de 3 milhões de clientes.

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