TIM investirá R$ 3,8 bi em rede e instalará 10 mil rádios digitais até 2011

A TIM anunciou nesta terça-feira, 23, que investirá R$ 3,8 bilhões em infraestrutura de voz e dados até 2011. Os investimentos começaram no ano passado e terão continuidade nos próximos dois anos. Cerca de 70% deste aporte será direcionado à ampliação da capacidade de tráfego de voz (2G) e de dados 2,5G (EDGE), enquanto os 30% restantes serão alocados para o aumento e melhoria da cobertura e qualidade da banda larga móvel (3G).
Entre as principais ações já em andamento estão a aquisição e instalação de 10 mil rádios digitais de alta capacidade no backhaul, parte da rede considerada a mais crítica pela operadora. Apesar de não citar os valores do contrato, o diretor de rede da TIM, Marco Di Constanzo, revelou com exclusividade a este noticiário que o fornecedor desses equipamentos é a chinesa Huawei e que cada rádio possui capacidade de transmissão de dados de até 600 Mbps. "Estes enlaces serão instalados em áreas de maior concentração populacional e demanda por dados, como em capitais e outras grandes cidades", diz. O upgrade, ressalta o executivo, também representa a migração do TDM, tecnologia antiga de telefonia, para o IP.
2010

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Entre 2008 e 2009, a TIM viu sua base de clientes crescer de 36,1 milhões para 41,5 milhões de clientes, principalmente por conta da estratégia de reposicionamento da empresa e dos lançamentos de planos agressivos de serviços de voz e dados, como o Infinity e Liberty. Em 2010, a tele espera crescer ainda mais, sobretudo em São Paulo, porém não de qualquer forma. "Queremos cobrir 57% da população urbana com serviços 3G até dezembro de 2010, atingindo 72% dos habitantes de São Paulo, mas queremos fazê-lo com inteligência e qualidade", explicou. Desenvolvimento com eficiência, aliás, são os dois grandes eixos que, segundo Constanzo, pautarão o aporte de R$ 3,8 bilhões da operadora nos próximos três anos.
Seguindo essa diretriz, serão contemplados quatro quadrantes considerados estratégicos pela empresa no momento, quais sejam a inovação da banda larga móvel (3G); o aumento da eficiência operacional; a ampliação da capacidade e abrangência dos serviços de voz (2G) nas regiões Norte e Nordeste, bem como da cobertura de todos os demais serviços.
Intelig
O diretor Marco Di Constanzo também falou sobre a recente incorporação da Intelig e a importância estratégica da aquisição para a ampliação da capacidade e cobertura do backhaul da TIM, uma vez que a tele móvel herda um backbone de 14,5 mil quilômetros (com o equivalente a 500 mil quilômetros de fibras ópticas). "Desse total, 1 mil quilômetros de fibra estão no backhaul. Nossa missão agora é integrar essa infraestrutura legada em nossa rede metropolitana", acrescenta.
Femtocélulas
Constanzo ressaltou a importância de redes alternativas, como Wi-Fi e femtocélulas, para aliviar a sobrecarga nas redes de acesso das operadoras móveis e revelou que a TIM já realiza trials em laboratório com a tecnologia de femtocélulas. As femtocélulas são pontos de acesso wireless desenvolvidos para serem instaladas dentro das casas dos usuários e ligados à banda larga fixa. Os celulares se conectam a essa pequena célula, que se conecta com a rede da operadora por meio da banda larga do usuário. Na prática, funciona exatamente como um transmissor de WiFi doméstico. Porém a frequência de operação é a mesma do celular, e a uma célula são associados apenas os celulares daquela residência ou empresa. Trata-se de uma tecnologia que começou a ser implantada comercialmente em alguns mercados e que ainda não tem um modelo de negócios muito claro. A maior parte das cerca de 50 operações comerciais que existem pelo mundo está baseada no modelo em que o consumidor adquire a femtocélula e instala em sua casa para melhorar a cobertura do celular e conseguir tarifas mais baratas. Isso porque, como a conexão da femtocélula com a rede da operadora é feita através da conexão banda larga do usuário, não há uso da cara infraestrutura da rede móvel da operadora de celular, o que permite preços mais vantajosos. Nesse modelo, a operadora pode optar por vender a femtocélula ou colocá-la à venda no varejo, para ser adquirida pelo usuário tal qual ele adquire um roteador WiFi.
Segundo Constanzo, além de modelo comercial, faltam no mercado soluções plug-and-play, ou seja, de fácil configuração por parte do usuário. "Temos um plano de implementação na Itália e estamos testando localmente algumas soluções, porém é preciso também que o custo do roteador seja de, no máximo, US$ 100", explica. "Esta seria uma excelente solução para áreas urbanas de alta densidade, tanto para clientes residenciais como para pequenas e médias empresas", diz.

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