Telefónica encerra 2016 com queda nas receitas, mas aumento no lucro

A Telefónica fechou 2016 com recuo nas receitas, mas aumento nos lucros, segundo balanço financeiro do grupo espanhol divulgado nesta quinta-feira, 23. A companhia afirma ter registrado crescimento orgânico (excetuando impactos), que "refletem a posição competitiva fortalecida" com a infraestrutura e investimentos.

De acordo com o reportado, as receitas caíram 5,2% no ano, totalizando 52,036 bilhões de euros, enquanto no trimestre a queda foi de 1%, total de 13,721 bilhões de euros. A estrutura das receitas foi de 24,4% para a Espanha, 24,2% para o consolidado latino-americano, 21,3% do Brasil, 14,4% da Alemanha e 13,2% do Reino Unido.

O lucro operacional antes de depreciação e amortização (OIBDA) foi de 16,519 bilhões de euros no consolidado de 2016, um recuo de 2%. No trimestre, porém, houve avanço de 6%, registrando 4,464 bilhões de euros. A margem OIBDA foi de 29,1% no ano, avanço de 5 pontos percentuais (p.p.); e de 23,2% no trimestre, crescimento de 18 p.p. em relação a igual período de 2015.

O lucro operacional foi de 5,469 bilhões de euros (avanço de 55,2%) e 669 milhões de euros (contra prejuízo operacional de 1,751 bilhão de euros no ano anterior) respectivamente nos 12 meses e nos três últimos meses de 2016. O lucro líquido do grupo espanhol foi de  2,369 bilhões de euros no ano, quase três vezes acima do registrado em 2015; e de 145 milhões de euros  no trimestre, contra prejuízo de 2,236 bilhões de euros no final de 2015.

O Capex anual foi de 8,929 bilhões de euros, incluindo a aquisição de espectro. A Telefónica destaca a marca de 39 milhões de locais cobertos com fibra (FTTx) e cabo. A companhia fechou o ano passado com 350 milhões de acessos, aumento de 1% comparado a 2015. Os acessos LTE aumentou 1,8x e totalizou 66,3 milhões.

A dívida líquida da empresa fechou 2016 em 48,595 bilhões de euros, ou 556 milhões de euros a menos do que em dezembro de 2015.

Mercados

A companhia destaca no Brasil o desempenho no mercado móvel, além de ressaltar que no último trimestre a Telefônica/Vivo consolidou a tendência no ano de crescimento tanto nas receitas quanto no OIBDA que, junto com a redução no Capex, traduziram-se em crescimento do fluxo de caixa operacional em 17,8%. "Esses resultados refletem a atividade comercial seletiva focada em clientes de alto valor, a contínua geração de sinergias após a aquisição da GVT e o controle de custos restrito, que (juntos) compensaram a pressão da inflação e impactos regulatórios", diz a empresa no comunicado.

Na moeda europeia, a Telefônica Brasil registrou 3,058 bilhões de euros em receita no trimestre (aumento de 18,2%) e 11,097 bilhões de euros no ano (crescimento de 0,3%). O OIBDA foi de 1,085 bilhão de euros (aumento de 10,3%) e de 3,714 bilhões de euros (3,9%) no trimestre e no ano, respectivamente. O Capex foi de 2,138 bilhões de euros no ano (1,6% maior do que em 2015) e de 769 milhões de euros no trimestre (27,2% acima do ano anterior).

A título de comparação, o Capex doméstico da Telefónica Espanha foi de 1,847 bilhão de euros e 564 milhões de euros, também respectivamente. Na Espanha, ressalta o retorno ao crescimento com lucro e "crescimentos orgânicos" em receitas de serviço e OIBDA.

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