Usuário móvel está disposto a pagar por conteúdo, afirma Atchick-Realtime

Na palestra de abertura do segundo dia do 9º Tela Viva Móvel, o presidente da Atchick-Realtime, Bertrand Darrouzet, passou uma otimista mensagem para toda a cadeia de conteúdos no celular. Embora seja cada vez mais fácil vizualizar o conteúdo gratuito da Internet por meio de dispositivos móveis, Darrouzet garante que os consumidores estão preparados para pagar pelo conteúdo no celular. "As pessoas estão preparadas para pagar, mas preparadas para pagar o preço certo", alerta.
O executivo reconhece que no Brasil o preço é caro. Serviço como chat via SMS, por exemplo, ficam inviabilizados se a operadora não tiver um modelo de assinatura. "Recomendamos que a operadora tenha uma estrutura de preço adequada, como o flat fee, por exemplo", afirma. Darrouzet não acredita na transposição do serviço de chat para uma solução via browser. Para ele, o fracasso do WAP prova que o SMS é a melhor ferramenta para um serviço deste tipo.
Darrouzet acredita fortemente na replicação para o celular do sucesso que as redes sociais fizeram na Internet. As operadoras, entretanto, precisam ter um acurado senso de oportunidade, já que muitas vezes a interação precisa ser motivada por um fato externo. Ele deu o exemplo da banda inglesa Oasis. A briga dos irmãos que lideram o Oasis gerou um "buzz" e uma operadora no Reino Unido, segundo ele, soube aproveitar essa oportunidade agendando, posteriormente, um bate papo com um dos irmãos.
Off deck
Embora o tráfego de dados das operadoras na Europa cresça cerca de oito vezes por ano, e a maior parte deste tráfego seja para conteúdos de fora da operadora, o presidente da Atchick-Realtime acredita que "há ainda muito dinheiro para ser fazer no portal da operadora". "Sei que é difícil, mas as operadoras têm uma força grande e devem tentar colocar novos conceitos no mercado", explica. Um desses "conceitos" que segundo ele devem fazer sucesso no futuro são serviços baseados em localização. "Localização com capacidade de interação com amigos é um elemento chave. De 75% a 90% dos usuários dizem que aceitam ser localizados", diz ele. Segundo Darrouzet, na França, já existe serviços deste tipo.

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