Teles falam em novo modelo e pregam transformação da indústria

"Estamos com um pé no século 21 e outro no século 19". Assim Eduardo Navarro, presidente da Telefônica, definiu a situação vivida pelo setor de telecomunicações em relação ao conflito entre a realidade do mercado e o modelo regulatório e político. Em debate com os presidentes das operadoras de telecomunicações, realizado nesta quarta, 17, no Futurecom 2018. Foi acompanhado pelos demais presidentes. Para José Felix, CEO da Claro Brasil, os custos do setor são altos "porque carregamos um passado, uma carta tributária e um legado regulatório. Mas estamos tentando nos emparelhar com esse povo, com ou sem regulação. Se eles nos impuseram uma nova a realidade, nós temos que fazer o mesmo", disse. Para ele, a mudança no país a partir das tecnologias pode ser muito rápida, com resultados quase imediatos, desde que se tenha um modelo mais flexível.

Segundo Eurico Teles, presidente da Oi, "é difícil ficar jogando dinheiro fora" com uma legislação ultrapassada. "A Lei Geral de Telecomunicações tem 20 anos, está parada desde então. Mas a sociedade vai se modernizar e demandar esta mudança", diz Teles. Mas, afinal, "qual seria uma agenda positiva de regulação?", pergunta Sami Foguel, presidente da TIM, retoricamente. "O país está ficando  para trás em conectividade. De qual nossa política de portos, cidades inteligentes, seguranças? Temos o papel de apoiar e compartilhar experiências nossas com o governo para desenvolver uma agenda positiva de políticas positivas", concluiu.

As operadoras concordam, contudo, que é preciso mudar e também fazer com que o setor viva um processo de transformação digital. "Acho que hoje, comparando engenharia e tecnologia, estejamos no mesmo nível de outras operadoras do mundo, diz Felix. "A transformação digital me parece um pouco com a palavra  convergência que a gente usava alguns anos atrás. "A nossa definição de transformação é o que nos aproxima do mundo dos aplicativos, facilita a experiência dos clientes e otimize os nossos custos". Para Sami Foguel, da TIM, o setor tem o papel de apoiar e compartilhar experiências nossas com o governo para desenvolver uma agenda positiva de políticas positivas. Para Navarro, na digitalização dos canais, precisamos pensar em como fazer produtos específicos e especializados para novas gerações. "Temos uma segunda marca na O2 no Reino Unido que nunca recebeu chamada no call center simplesmente por não tem call center, é tudo digital.

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Tentamos mas não conseguimos conversar com nenhum presidenciável diretamente. Eles têm tantos problemas para resolver na educação, saúde, segurança pública… Mas somos o terceiro setor que mais investiu no Brasil depois de petróleo e energia, e gostaríamos de poder opinar. Temos o poder de ajudar na transformação", disse o presidente da Telefônica. Para José Felix, o setor de telecom não é chamado porque não é um problema.

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