America Móvil compra 100% da DLA

A América Móvil, braço do grupo Telmex que controla diversas operações de telecom e TV paga na América Latina, anunciou nesta segunda, 17, que adquiriu 100% das ações da DLA (Digital Latin America), empresa do grupo Claxson provedora de conteúdos digitais para serviços de pay-per-view, vídeo on-demand e outras formas de distribuição.

No Brasil, a América Móvil controla ou tem participação relevante na Embratel, Net Serviços e Claro. Segundo o breve comunicado, a transação está sujeita a aprovações e deve ocorrer no último trimestre de 2011.

Segundo apurou este noticiário, a operação foi conduzida e não teve a participação ativa de nenhuma das empresas no Brasil. No país, a DLA é a principal provedora de conteúdos para pay-per-view e vídeo sob demanda da Net e da embratel, além de outras operadoras que oferecem o serviço, como Telefônica.

A atuação da DLA é majoritariamente a de empacotadora de conteúdos estrangeiros e distribuidora, mas há quem aposte que no Brasil serão necessáros alguns ajustes para assegurar que a empresa esteja fora de qualquer atividade que implique produção de conteúdos, já que a legislação atual (Lei 12.485/2011) impede grupos de telecomunicações de atuarem no provimento de conteúdo. Hoje, a DLA atua também como programadora em canais como Concert TV e Rush HD (este último disponível na Sky). Segundo fontes familiarizadas com o negócio, o objetivo da compra é muito mais assegurar uma plataforma única de distribuição de conteúdos na América Larina do que ter um braço na área de conteúdos.

A DLA poderia também ser um atalho para que a América Móvil caminhe no sentido de unificar line-ups e a logística de distribuição dos canais pagos em suas diferentes operadoras na reguião, já que entre os ativos estão não apenas os contratos com os estúdios para a oferta de conteúdos como as centrais de transmissão, os acordos de satélite e a base de receptores em diversas operadoras.

Hoje, a Telefônica atua no segmento de distribuição de conteúdos digitais por meio da Media Networks, que, contudo, não negocia a aquisição de direitos para PPV e vídeo-on-demand.

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