5G no Brasil: cidades inteligentes é a área com maior demanda inicial, aponta estudo

Foto: Pixabay

[Publicado originalmente no Mobile Time] A área de cidades inteligentes é aquela para a qual estão sendo desenvolvidas mais aplicações em 5G no Brasil, aponta um estudo realizado pela Deloitte encomendado pelo Ministério da Economia. A consultoria entrevistou para essa pesquisa representantes de 71 atores do ecossistema 5G nacional, incluindo operadoras, fornecedores de infraestrutura de rede, desenvolvedores de software, associações e veículos de imprensa especializados. O editor do Mobile Time, Fernando Paiva, foi um dos participantes. 

Dos entrevistados, 66% apontaram cidades inteligentes como uma área para a qual estão sendo desenvolvidas soluções em 5G no País. Em seguida vieram indústria de manufatura (59%), informação e comunicação (57%), saúde (54%), agronegócio (53%) e educação (53%), dentre outras.

Em termos de tipos de soluções que estão sendo desenvolvidas em 5G no Brasil, a mais citada foi Internet das Coisas (77%), seguida por IA, analytics e machine learning (64%), aplicações de baixa latência em tempo real (47%), edge computing (44%) e integrações de soluções ou de rede (44%), serviços de nuvem ou processamento móveis (43%), dentre outras.

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Os três principais gargalos para o 5G no Brasil apontados pelos entrevistados são: falta de mão de obra de qualidade (46%), escassez de investimento de capital de risco (43%) e baixo volume de recursos públicos e editais (37%).

Entre os maiores riscos para o desenvolvimento de um ecossistema de software em 5G foram listados: alto custo de aquisição ou implementação das soluções (55%); baixa disponibilidade de recursos financeiros (49%), insuficiência da cadeia de suprimentos (39%) e incerteza política (35%).

Governo

Para 59% dos entrevistados, o governo federal deveria fornecer recursos financeiros para o desenvolvimento do ecossistema 5G. 55% entendem que o governo deveria estabelecer normas a serem seguidas pelo ecossistema. E 54% acham que o governo deveria também promover o mercado através de estímulos não financeiros. Além disso, 42% defendem que o governo deveria financiar projetos de pesquisa e pilotos para fomentar o mercado de software em 5G.

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