Datora reitera interesse no leilão de 5G e quer blocos regionalizados

Foto: Pixabay

O Grupo Datora já demonstrava interesse no leilão de 5G. O modelo de operação ainda não foi definido, até porque as regras do certamente continuam em aberto, mas a expectativa é que a disposição de blocos regionais, especialmente se for com a granularidade de Códigos Nacionais (CNs), seria a melhor solução para a companhia. E ela tem pressa, querendo a realização do leilão pelo menos antes de 2021. 

Em entrevista a este noticiário, o CEO e co-fundador da Datora, Tomas Fuchs, reiterou a atenção ao certame, destacando o papel dos provedores regionais na ampliação do acesso da banda larga fixa nas pequenas cidades no País. "Entendemos que tem mercado para essas empresas, e para nós também, temos interesse em participar do leilão", afirma. Com a divisão granular pelas CNs, ele entende que poderia haver mais companhias regionais interessadas. "A gente tem ido constantemente a Brasília para discussões para entender o modelo e tentar participar em conjunto com provedores regionais, por meio de parcerias."

Essas parcerias também auxiliariam na construção da rede. Fuchs diz que a Datora ainda está estudando o modelo, e explica que ainda há muito a se fazer. Por isso, opta pelo compartilhamento de infraestrutura para viabilizar a operação. "Mas a gente ainda não tem o modelo fechado", destaca.

O grupo, que atua no segmento de máquina-a-máquina (M2M) e Internet das Coisas (IoT) com a marca Arqia para MVNOs, acredita que a destinação de espectro de pelo menos 50 MHz para blocos regionais "seria suficiente para atender o que a gente entende ser um bom modelo de negócios". Na época do leilão de sobras para faixas de 2,5 GHz, a empresa não entendeu ser o momento para adquirir espectro para 4G, mas agora não desconsidera a faixa de 700 MHz, que também deverá ser leiloada. Mas desde que a capacidade destinada seja suficiente. "Algumas coisas você não consegue ter muita capacidade para cliente com poucos megahertz, então vai depender", diz. 


Atraso

Para Tomas Fuchs, o País precisa ter pressa para não ficar para trás na corrida tecnológica do 5G. "No mundo, o 5G já está acontecendo", afirma. Naturalmente, além de ter a minuta do edital aprovado, a Anatel ainda precisará colocar o texto em consulta pública para, só então, poder realizar o leilão. A agência já não trabalha mais com a possibilidade de efetuar o certame no primeiro trimestre, mas até mesmo a realização no ano que vem pode estar em risco. "Que não seja somente em 2021. Esperamos que seja o quanto antes, é o melhor para o Brasil", explica o executivo. "Seria um desperdício."

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