Apps: um mercado de quase US$ 200 bi em 2020

O ecossistema de aplicativos móveis não morreu, pelo contrário. O volume de downloads pode até ter se estagnado em mercados maduros, mas a receita segue crescendo. A App Annie, que pesquisa constantemente este mercado,  estima que entre 2016 e 2020 o faturamento anual gerado por apps com downloads, vendas de conteúdo digital in-app e publicidade, aumentará 114%, passando de US$ 88,3 bilhões para US$ 188,9 bilhões. Por trás do crescimento estão dois fatores: o aumento da penetração de smartphones e a capacidade de os aplicativos roubarem receita que hoje está em outros meios digitais, explicam os analistas da App Annie. A base mundial de dispositivos móveis em serviço deve mais que dobrar entre 2015 e 2020, passando de 2,7 bilhões para 6,2 bilhões, somando smartphones e tablets, projeta a companhia. A receita com apps por aparelho deve cair um pouco no curto prazo, mas depois voltará a crescer, com a amadurecimento de mercados hoje emergentes.

Importante ressaltar que essa estimativa de receita não inclui vendas de bens físicos ou de outros serviços fora das lojas de apps (por exemplo: delivery de comida em um app como iFood ou corridas do Uber, que são pagas com cartão de crédito pelos sistemas de billing de cada uma dessas empresas). Ou seja, na verdade, apps geram uma receita muito maior que isso.

Para este ano, o faturamento projetado de US$ 88,3 bilhões será dividido da seguinte forma: US$ 52,1 bilhões (59%) serão provenientes de publicidade dentro dos apps e US$ 36,2 bilhões (41%), de receita líquida com vendas através do billing das lojas de aplicativos (downloads, assinaturas e vendas de itens digitais dentro dos apps). Em 2020, a participação da publicidade subirá um pouco mais, alcançando 62% do total, ou US$ 117,2 bilhões, contra US$ 71,7 bilhões proveniente das lojas de apps (38%).

Games

A maior parte do faturamento do ecossistema de aplicativos vai para as mãos dos publishers de games. Em 2020, eles ficarão com 55% do total, somando US$ 53,08 bilhões de receita de vendas nas lojas e US$ 51,4 bilhões daquela com publicidade. Os demais apps, por sua vez, responderão pelo restante (45%), sendo US$ 65,8 bilhões oriundos de publicidade e US$ 18,8 bilhões, de vendas pelas lojas. Cabe destacar que a participação dos games está caindo aos poucos. Em 2015, eles responderam por 66% do total, diz a App Annie. Nos outros apps, as categorias de redes sociais e de vídeo são as que puxam o crescimento.

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