Telebras não faz mais parte do cabo submarino Brasil-África

Por meio de uma nota à imprensa, a Telebras informa que a sua participação no cabo submarino da Angola Cables que vai ligar a África ao continente americano se restringe ao ponto de aterragem do cabo em Fortaleza (CE).

O esclarecimento foi motivado pelas declarações do presidente da Angole Cables, António Nunes, de que a Telebras não fazia mais parte do projeto. De fato, as duas empresas chegaram a firmar um memorando de entendimento no qual a ideia era formar um consórcio que tocaria o projeto, orçado em US$ 160 milhões.

De acordo com a nota da Telebras, por questões comerciais e estratégicas a prioridade da empresa é a construção do cabo que liga o Brasil ao continente europeu. Para esta rota, a Telebras já firmou acordo com a IslaLink Cables e negocia com outros investidores brasileiros a formação de uma joint-venture com capital majoritariamente nacional.

O plano original da Telebras era contar com cinco rotas. Além das rotas para a Europa e para a África, havia a previsão de um cabo para os EUA, projeto este que está por ora descartado diante das preocupações do governo com espionagem e segurança nacional. Os planos também contavam com uma rota Fortaleza-Santos (com derivação para o Rio de Janeiro); e Santos-Uruguai (Maldonado) com bifurcação para a Argentina (Las Toninas).

Em 2012, a estatal chegou a publicar uma consulta pública do termo referência do projeto que tinha o objetivo de colher subsídios e estimativas de preços de fornecedores. O projeto total era estimado em US$ 1,8 bilhão e o início de operação era previsto para 2014. Hoje, a previsão de início de operação da única rota que saiu do papel (Brasil-Europa) é 2016.

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