Aumento de custos de lançamento e preços baixos do MHz preocupam operadoras

A consolidação de fabricantes e de lançadores nos últimos anos fez com que os custos para pôr um satélite em órbita aumentassem sensivelmente no mundo inteiro. Por outro lado, o preço do MHz na América Latina continua muito abaixo da média, o que faz com que várias operadoras prefiram direcionar seus feixes para mercados mais lucrativos, como o europeu e o africano. Essas foram as principais preocupações apresentadas por representantes das principais empresas de satélites atuantes na América Latina na abertura do 8º Congresso Latino-americano de Satélites, realizado pelas revistas TELETIME e TELA VIVA nesta quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro.
Segundo o presidente da Telesat, Daniel Goldberg, o custo para lançamento de um satélite dobrou nos últimos quatro anos. "O preço do seguro também aumentou. E há uma pressão sobre os preços de construção dos satélites", disse o executivo.
Para complicar a situação especificamente na América Latina, os impostos e as exigências governamentais para empresas de satélites são mais altos que em outros continentes. "Na África, na Ásia e nos EUA não precisamos pagar por licenças. Mas aqui pagamos", exemplificou Jurandir Pitsch, diretor da SES New Skies.

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E apesar do aumento dos custos no mundo inteiro e os altos encargos na América Latina, o preço do MHz na região segue baixo. Enquanto na Europa alguns clientes chegam a pagar 10 mil euros por MHz por mês, na América Latina há contratos de US$ 2 mil por MHz por mês.
Diante dessa situação, Goldberg, da Telesat, alertou: "As operadoras vão sempre alocar capacidade onde os preços estão melhores". Ou seja: se o preço na América Latina não se recuperar, é possível que a oferta aqui diminua mais ainda.

América Latina

Hoje há 8 operadoras atuando na América Latina, com 55 satélites cobrindo a região. Eles têm uma capacidade instalada total de 2.555 transponders – 64% em banda C e 36% em banda Ku. Todavia, apenas 30% dessa capacidade (757 transponders) está direcionada para clientes na América Latina, sendo 67% em banda C e 33% em banda Ku. Os dados foram apresentados por Ana Bizberge, analista da Convergência Research. O 8º Congresso Latino-americano de Satélites é organizado pela Converge Comunicações.

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