Crise global prejudicará principalmente os novos entrantes

Dentro do segmento de operadoras de satélites, os maiores prejudicados com a crise econômica mundial são os eventuais novos entrantes. "Com o custo de capital mais alto, será difícil para eles conseguir financiamento para seus projetos", disse o presidente da Telesat, Daniel Goldberg, durante a abertura do 8º Congresso Latino-americano de Satélites, nesta quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro. O diretor comercial da Hispasat, Miguel Redondo, concorda: "Para os players atuais, que já têm uma carteira de clientes, há um cash flow contínuo para garantir novos projetos. Quem mais sofre com a crise são nos novos entrantes".
Mas claro que a crise trará conseqüências também para as grandes operadoras de satélite já estabelecidas no mercado. Juradir Pitsch, diretor da SES New SKies, lembrou que os serviços de DTH, que hoje estão entre os maiores consumidores de capacidade satelital, podem ter sua demanda reduzida com a crise. "Nos EUA e na Europa, é possível que a crise impacte no consumo de DTH. Ninguém vai botar uma TV de alta definição em casa se estiver desempregado", disse o executivo.
O presidente da Star One, Gustavo Silbert, reconheceu que, se houver uma desaceleração econômica na América Latina, os planos de negócios das operadoras na região podem ser afetados. Porém, lembrou: "Já vimos essas crises irem e virem. Estamos aqui há 20 anos".

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O 8º Congresso Latino-americano de Satélites é organizado pela Converge Comunicações.

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