Controladora da Nextel tem prejuízo líquido de US$ 207,5 milhões no trimestre

Enquanto a Nextel Brasil mostra algum fôlego para crescimento, a controladora Nii Holdings ainda enfrenta prejuízos neste começo de ano. Durante apresentação dos resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre, a companhia registrou receita de US$ 1,413 bilhão no trimestre encerrado no dia 31 de março, queda de 13,45% em relação a 2012. A empresa amargou um prejuízo operacional de US$ 101,9 milhões, contra lucro de US$ 184,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado. O prejuízo líquido ficou em US$ 207,5 milhões, ante a um lucro líquido de US$ 13,6 milhões.

Entretanto, é importante notar que, ainda que negativo, o resultado mostra uma melhora significativa na comparação com o trimestre imediatamente anterior, quando a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 592,9 milhões. A dívida total da Nii acumula US$ 5,702 bilhões, enquanto a dívida líquida somou US$ 3,797 bilhões.

Juntando todas suas operações (incluindo ainda a Nextel Peru, vendida recentemente para a Entel, do Chile), a Nii Holdings somou 11,513 milhões de acessos, crescimento de 4,93%, e 151,6 mil adições líquidas no período. A taxa de churn (fuga de usuários para outras operadoras) ficou em 2,59% (contra 2,07% em 2012) e o ARPU fechou o trimestre em US$ 35, queda de 16,7%.

O CEO da empresa, Steve Schindler, afirmou que os planos de redução de custos continuam, incluindo o corte de um terço do quadro profissional na Nii Holdings nos Estados Unidos. Além disso, a empresa está encerrando vários contratos com a Nokia Siemens Networks, levando para atividade interna algumas operações que eram terceirizadas com a empresa finlandesa. "Acreditamos que isso vai nos tornar mais ágeis. Apesar de ser mais custoso na transição, não achamos que terá impacto nos guidances", declarou.

Ainda assim, a Nii Holdings terá um segundo semestre difícil no México, onde terá de concentrar investimentos para fazer a transição da rede iDEN para o WCDMA. Isso porque a iDEN está sendo desligada nos Estados Unidos e a empresa pretende mitigar o impacto de perda de interconexões com a migração para a nova rede, principalmente na fronteira entre os dois países.

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