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TIM reafirma opção por crescimento orgânico com mais investimento em infraestrutura

Em meio às especulações de consolidação no mercado brasileiro, a TIM mantém sua estratégia de destinar mais recursos para aumentar sua infraestrutura, em particular no aumento do backhaul e até em um possível refarming de frequências. O ponto é que a operadora se diz em uma posição confortável e que não há intenção de negociar nada se a companhia não enxergar valor na transação. "Eu não preciso comprar ou vender, nosso plano de crescimento é baseado em crescimento orgânico", disse o CEO da tele, Rodrigo Abreu. Naturalmente, ele reafirma que, havendo oportunidades, elas "obviamente" serão analisadas pela empresa e sua controladora, a Telecom Italia.

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Perguntado sobre o acordo de exclusividade de negociação da Oi com a Altice para a venda de ativos da Portugal Telecom (PT), com objetivo de poder financiar uma eventual consolidação, o executivo lembra do que veio a acontecer após a entrada dos portugueses na operação brasileira. "Quando se lembra da fusão da Oi com a PT, era estruturada para ter mais capitalização. Na prática, o que vemos é uma volta da situação que era há dois anos", diz, ressaltando ainda que o índice de alavancagem da Oi é muito alto, mas que a operação é "necessária para a empresa, até para ela se manter".

Comparando com a recente investida na GVT, Abreu diz que a transação "não era necessidade", e que a recusa em participar da disputa pela empresa acabou resultando na destinação de mais investimentos em fibra, infraestrutura que está agora em mais de cem cidades no País, em geral como backhaul para o acesso móvel.

Investimentos

Outra fonte que será revertida em Capex é o processo de venda de 6,2 mil torres para a American Towers por 900 milhões de euros, que já foi concluído, mas ainda precisa de aprovações. Abreu considera a transação "muito bem sucedida", e a operadora deverá manter ainda 2 mil torres próprias e acumular 10 mil de terceiros. "Vamos aplicar o dinheiro em infraestrutura", afirmou.

A TIM já fechou com a Telecom Italia o plano industrial para o triênio 2015-2018, que deverá ser divulgado aos acionistas ainda neste mês. Segundo ele, o investimento anual será em linha do que já foi investido em 2014, que foi "um número próximo aos R$ 4 bilhões" (a mais do que os R$ 3 bilhões do triênio anterior), quantia que não inclui os R$ 1,7 bilhão da compra do espectro na faixa de 700 MHz.

Abreu afirma que o pagamento do leilão será efetuado à vista. "Não deverá ser problema, com grau de certeza que é o pagamento à vista, tem só o questionamento da parcela adicional, que veio de um cálculo de suposição de economia e que não estava no edital", diz, citando um valor de R$ 60 milhões adicionais cobrado pela Anatel.

A faixa de 700 MHz não será a única que deverá receber a tecnologia LTE da operadora no futuro. "Hoje temos espectro de 1,8 GHz para 2G em locais interessantes, pode ser que para usar para o 4G, e esse refarming pode vir acontecer antes do que muita gente acredita", declara.

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