Após desligamento do iDEN na Sprint, Nextel México incentiva migração para o 3G

Com o desligamento da rede iDEN da norte-americana Sprint Nextel no último domingo, a Nextel México começa a agir para manter sua base de clientes que efetuam ligações para os Estados Unidos ou visitam o país e utilizam o serviço de roaming. Em comunicado, a operadora mexicana (que, assim como a Nextel Brasil, é controlada pela Nii Holdings) informou medidas que os clientes podem tomar para continuar a utilizar serviços push-to-talk (PTT) em chamadas internacionais para os EUA ou feitas em roaming. A solução: migrar usuários para a rede 3G da operadora, chamada de Evolution, e utilizar a plataforma de over-the-top para PTT.

Na verdade, a Nextel México ainda chega a dizer que os clientes podem chamar e realizar chamadas para "clientes da Sprint nos EUA que utilizam o serviço Direct Connect na rede CDMA", que é uma tecnologia PTT sobre CDMA, semelhante à que foi utilizada pela Vivo no Brasil. Mas a alternativa para falar com PTT com todos os demais clientes da Sprint seria mesmo a migração para a rede 3G na tele mexicana. "Pessoas nos EUA podem baixar o aplicativo Prip na loja Google Play para continuar usando push-to-talk com clientes da Nextel México que usam o serviço suportado pelas redes Evolution ou iDEN".

Consumidores da rede iDEN da Nextel México podem continuar utilizando o PTT com pessoas no México, Brasil, Peru, Chile e Argentina. Mas grande parte do apelo da rede no mercado mexicano era justamente a possibilidade de interconexão pelo push-to-talk com clientes da Sprint nos Estados Unidos. De qualquer forma, a operadora mexicana já começa, assim, a preparar os clientes para adaptação à nova rede 3G, capaz de oferecer serviços de dados. No mercado brasileiro, essa movimentação ainda está longe de acontecer: após meses de soft-launch, em maio a Nextel Brasil lançou comercialmente sua rede 3G, mas ela ainda é restrita a São Paulo.

Já nos Estados Unidos, o abandono do PTT pela iDEN já se ensaiava há algum tempo. Segundo o último balanço da Sprint, a base que utilizava essa rede até o final de março deste ano era de 1,315 milhão de acessos, com uma média de quase um milhão de desligamentos em um ano (em março de 2012 haviam 5,410 milhões de conexões). A ideia da operadora é aproveitar a faixa de 800 MHz para implementar a tecnologia LTE. Além disso, a média de receita gerada por usuário pós-pago Sprint Nextel era quase metade da registrada pelos clientes regulares na rede CDMA.

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